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O que fazer na Patagônia chilena?

O que fazer na Patagônia chilena?
Índice

Onde fica e o que fazer na Patagônia chilena?

Primeiro dia na Patagônia chilena: Cueva del Milodón e Parque Nacional Torres del Paine

O que fazer na Patagônia chilena: Parque Nacional Torres del Paine

Segundo dia na Patagônia chilena: Glaciares Balmaceda e Serrano

O que fazer na Patagônia chilena?

Se você planeja conhecer este lugar maravilhoso, não pode deixar de ler este post.

Isso porque aqui eu te conto sobre os dois dias que eu e meu marido, Flávio, passamos na Patagônia chilena.

Além de conhecermos o Parque Nacional Torres del Paine, visitamos também dois glaciares na região de Magallanes.

Ficamos hospedados no Hotel Costaustralis, localizado em um dos cartões postais de Puerto Natales.

De antemão, foram experiências incríveis! Quer saber mais? Então vem comigo!

Onde fica e o que fazer na Patagônia chilena?

Antes de tudo, a Patagônia chilena ou Patagônia Austral, como também é conhecida, localiza-se no extremo sul do continente sul-americano.

Esse é um lugar extraordinário, conhecido por suas paisagens deslumbrantes, pela fauna e flora preservadas, além dos lagos cristalino e picos nevados.

Para conhecer a Patagônia do Chile, você precisa se hospedar nas cidades de Puerto Natales ou Punta Arenas.

Nós escolhemos Puerto Natales, que fica na região de Magallanes.

Além de ser muito charmosa, a pequena cidade é considerada a porta de entrada para o Parque Nacional Torres del Paine, que possui atrativos imperdíveis.

Reserve aqui a sua hospedagem no Costaustralis.

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Então já deixamos aqui o nosso muito obrigada!

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Primeiro dia na Patagônia chilena: Cueva del Milodón e Parque Nacional Torres del Paine

A princípio, para você que ainda não sabe bem o que fazer na Patagônia chilena, recomendo que visite o Parque Nacional Torres del Paine, sobretudo se você é um amante da natureza.

Antes de chegarmos ao Parque, fomos conhecer o Monumento Natural Cueva del Milodón, composto por várias cavernas e uma formação rochosa que possui vestígios da vida humana e de animais quer teriam habitado a região há pelo menos 11 mil anos.

Quem nos levou até a cueva foi a Tatiana, guia brasileira que é de Belém do Pará e mora há 15 anos em Puerto Natales.

Segundo Tatiana, na Cueva del Milodón existiu o que se chama de megafauna do passado.

O termo megafauna refere-se aos animais pré-históricos de grandes proporções que conviveram com a espécie humana e desapareceram no final do período Pleistoceno, isto é, a chamada Era do Gelo.

Ao chegarmos na cueva, caminhamos por uma trilha que leva até a entrada da caverna. Ela tem este nome porque neste local foram encontradas as primeiras ossadas do Milodón.

El Milodón

O Milodón ou Milodonte foi uma espécie de preguiça gigante que pesava cerca de 200 kg e tinha 3m de altura quando ficava de pé sobre as patas traseiras.

A réplica do Milodón, dono da cueva, tem tamanho real e está posicionada na entrada da caverna.

A cueva foi formada por uma erosão e no teto da caverna há uns pingos congelados que são uma espécie de infiltração vinda de um bosque localizado acima da gruta.

A Cueva del Milodón recebe expedições científicas, pois é uma fonte de informação muito importante para arqueólogos e paleontólogos.

Como apenas uma parte da gruta foi descoberta e escavada, o chão ainda esconde restos de humanos e também de animais já extintos.

Portanto, o caminho para quem visita a caverna é protegido por cordas que limitam o acesso.

Assim, é possível garantir a preservação do lugar, que abriga um verdadeiro tesouro da história da humanidade.

Por fim, preciso dizer que senti uma emoção muito grande por estar neste lugar incrível, que até então, só tinha visto nos vídeos.

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O que fazer na Patagônia chilena: Parque Nacional Torres del Paine

Para você que não sabia o que fazer na Patagônia chilena, agora já tem uma boa ótima opção de passeio.

Entretanto, vale ressaltar que a Cueva del Milodón não é a única atração, ou seja, há mais lugares espetaculares para conhecer aqui.

Saindo da Cueva del Milodón, nossa próxima parada seria no Parque Nacional Torres del Paine, mas antes de seguirmos, paramos no caminho para apreciar a vista do Lago del Toro, o terceiro maior lago do Chile e maior da região de Magallanes.

Em seguida, chegamos a um lugar incrível, chamado Pueblito Serrano, considerado porta de entrada do Parque Torres del Paine.

Além disso, também avistamos o rio Serrano.

Para entrar no parque é preciso comprar um ingresso de entrada.

Chilenos e residentes pagam nove mil pesos, enquanto estrangeiros pagam 31 mil pesos, o equivalente a R$ 182,35.

Pegamos um dia de muita chuva e vento forte, mas mesmo assim arriscamos uma caminhada.

Caminhamos pelo Sendero Mirador Grey, trilha que leva ao ponto de vista do Lago Grey.

As águas do lago possuem um tom azul acinzentado, são cercadas por enormes pedaços de gelo que se desprendem do Glaciar Grey.

Neste local venta tanto que possui um marcador de velocidade do vento. Se estiver verde (30 a 50 km/h), significa que é seguro.

Se estiver amarelo (50 a 80 km/h) significa que é preciso ter cuidado, e se estiver vermelho (acima de80 km/h) você não pode ingressar na ponte.

Após, passamos pelo bosque do setor do Lago Grey, onde há árvores centenárias chamadas lengas (Nothofagus pumilio).

Neste post, você pode explorar e conhecer um pouco mais sobre a Patagônia chilena.

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Onde almoçar na Patagônia chilena?

Eu imagino que além de descobrir o que fazer na Patagônia chilena, você também quer saber sobre onde comer, não é mesmo?

No Parque Torres del Paine também tem um restaurante e cafeteria bem charmoso que vendem algumas lembrancinhas como, por exemplo, canecas, livrinhos e bichinhos de pelúcia.

Além de almoço, tem café e lanche. O almoço buffet a vontade sai por 27 mil pesos (R$ 158,80).

Depois, paramos no Lago Pehoé, mas como estava nublado, não conseguimos ver los Cuernos del Paine, isto é, uma cadeia de montanhas.

Logo, temos um bom motivo para voltar à Patagônia.

A neblina ainda atrapalhou a visibilidade do Cerro Paine Grande, que tem 3,050 m de altura, mas mesmo assim, vale muito a pena ver.

Por último, paramos na Cascada Paine, uma cachoeira deslumbrante que oferece uma vista extraordinária, ideal para fotos inesquecíveis.

O Rio Paine tem cerca de 30 km de extensão dentro do Paque Torres del Paine.

Resumindo, a vista é muito bonita, de tirar o fôlego.

Por fim, fizemos todo o trajeto do parque de carro com o pessoal da Turismo Comapa.

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Segundo dia na Patagônia chilena: Glaciares Balmaceda e Serrano

No nosso segundo dia na Patagônia Chilena, fomos conhecer um glaciar.

Estava muito frio, fazia 6Cº.

Foram 2h30 de navegação até chegar nos glaciares Balmaceda e Serrano.

A embarcação era um catamarã bem grande e confortável; comportava cerca 150 pessoas.

O bom é que o vidro da embarcação estava limpo e, com isso, conseguimos apreciar a vista.

Você sabia que os ventos da Patagônia chilena podem chegar a 20 km/h?

Confesso que tive um pouco de medo durante o trajeto, pois ventava muito e, por isso, as ondas estavam fortes, fazendo a embarcação balançar bastante.

Mas depois de um tempo, o capitão fez uma parada e então aproveitamos para apreciar uma cascata que fica em uma rocha imensa.

Não tivemos muita sorte, porque o tempo estava nublado, entretanto, deu para ver esse incrível fenômeno da natureza.

Ao chegarmos, vimos primeiro o Glaciar Balmaceda.

O que me chamou atenção foi que o glaciar não encosta na água, ao contrário do San Rafel, que fica na Laguna San Rafael, pois ele tem uma profundidade de gelo dentro da água.

Em seguida, desembarcamos em Parque Nacional Bernardo O’Higgins para vermos o Glaciar Serrano.

São duas opções de caminhada, uma de 5 min com uma vista panorâmica e outra de 20 min com uma vista mais de perto para o glaciar.

Após 20 minutos de caminhada, chegamos pertinho do glaciar.

Apesar do mau tempo, chuva, frio, embarcação balançando, conseguimos cumprir nosso objetivo e, finalmente ver a imponência de mais um glaciar chileno.

Em resumo, esse é um passeio que requer certo preparo físico, afinal, a caminhada tem subida e descida; ida e a volta leva mais ou menos 1 h.

Além disso, é um passeio para quem curte a natureza e também o desafio de caminhar na chuva e no vento forte.

Uma pausa para o almoço

Já no caminho de volta, chegou o momento de tomar uísque com gelinho do glacial. Mas se você não curte bebida alcoólica, tem opção de suco.

Para almoçar, pedimos um cordeiro e de entrada foi uma sopa chilena quentinha; também tem opção vegetariana.

Como estávamos com a roupa molhada da caminhada do glaciar, a sopa quentinha caiu super bem.

Você ainda tem direito a uma bebida que pode ser uma taça de vinho, uma água, um refrigerante ou suco.

Mas se você quiser algo que não está incluído no cardápio do passeio, tem outras opções de vinho, cerveja, pisco sour, etc.

O prato tradicional na Patagônia é o cordeiro e a quantidade de carne é generosa.

Aliás, veio bastante carne só para mim e para o Flavio.

Apesar de a carne estar bem macia, comi só um pedacinho, pois acho o sabor do cordeiro forte.

Após o almoço, voltamos para a embarcação. Foram 2h de navegação até chegarmos a Puerto Natales.

Tinha um carro a nossa espera para nos levar para o hotel.

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Afinal, qual a melhor época para visitar a Patagônia chilena?

A princípio, a melhor época para visitar é entre outubro e abril, porém nos meses de janeiro e fevereiro é verão e está mais quente.

Nossa viagem foi em novembro, nesta época do ano dá para vir, mas tem que estar disposto a encarar o frio e a ventania.

Chegando de volta ao Hotel Costaustralis, encontramos um vinho, queijo e torradas.

O Hotel Costaustralis, fica em Puerto Natales e oferece uma experiência de hospedagem sofisticada e com vistas para o Seno Última Esperanza.

O hotel é ideal para relaxar após um dia de exploração.

Além disso, ele combina conforto e elegância com uma localização privilegiada, logo, eu super recomendo.

Reserve aqui a sua hospedagem no Costaustralis.

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O passeio foi organizado pelo hotel, a navegação foi feita pela empresa 21 de mayo em parceria com o hotel.

Resumindo, o dia foi um pouco tenso por causa da chuva, do vento e do frio, a embarcação balançou, mas deu tudo certo.

Apesar do desafio, esse passeio foi uma experiência que valeu muito a pena.

Enfim, agora você já sabe o que fazer na Patagônia chilena.

Opções não faltam…

E se quiser mais dicas sobre a Patagônia, não deixe de seguir o Nós no Chile no instagram.

Leia também:

Explorando a Patagônia chilena: como chegar, onde ficar

Review Hotel Las Torres, dentro do Parque Torres del Paine

Aproveita para conferir o nosso vídeo sobre o que fazer na Patagônia chilena:

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Rosi Guimarães

Relações Públicas e criadora do Nós no Chile, projeto que nasceu em 2014 quando deixamos Belo Horizonte para viver em Santiago. Desde então, transformei minha paixão por viagens e vinhos em uma marca que inspira milhares de brasileiros a conhecer o Chile. Já visitei quase 100 vinícolas e compartilho dicas práticas e atualizadas sobre hospedagem, gastronomia, vinhos, neve e roteiros pelo país, sempre com a experiência de quem vive aqui há mais de uma década.

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