Foi ao Chile. Conte pra gente: Dicas de Santiago e Lagos Andinos

por Rosi Guimarães

Os namorados Bhagavan Coelho e Dábylla Carvalho escolheram o Chile como destino depois de vários comentários de amigos. Preferiram o mês de outubro, pois já era final da temporada de neve, temperatura mais amena e melhor preço. Eles dividiram os 11 dias de viagem entre Santiago e Lagos Andinos. Vamos ver o que eles tem para nos contar dessa viagem incrível!

Texto e fotos: Bhagavan e Dábylla

Santiago

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O casal visitando o Palácio La Moneda

Na primeira parte da viagem, conhecemos as principais atrações de Santiago.  Sentimos de imediato a diferença térmica – 8º graus na nossa chegada. Logo nós, acostumados ao calor intenso de Fortaleza. Uma dica importante: levar algum peso chileno para usar no primeiro dia, pois a cotação no aeroporto geralmente não é vantajosa. Seguimos para o Hotel Principado, em Providencia. Ótima localização, perto de metrô (Baquedano), shopping, lojas, restaurantes e pontos turísticos.
Na manhã do dia seguinte, realizamos o city tour pelos principais pontos turísticos de Santiago: Plaza de Armas, Catedral Metropolitana, La Moneda, Mercado Central e alguns parques no centro da cidade e depois fechamos o dia na  vinícola Concha Y Toro, onde é fabricado o famoso Casillero Del Diablo.

Viña del Mar e Valparaiso

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No dia seguinte, visitamos as cidades costeiras de Valparaíso e Viña del Mar. Como era domingo, a maior parte do comércio estava fechado, mas deu para apreciar o centro histórico da cidade. Subimos os morros, de onde avistamos o oceano pacífico e o belíssimo pôr do sol. Viña del Mar é mais moderna e famosa pelos belos jardins, tivemos contato com as águas geladas do Pacífico. É bom ficar atento às placas de sinalização existentes em toda zona costeira, com rotas de evacuação e segurança, devido à ameaça de tsunamis. Não se esqueça de contemplar o relógio de flores e o Moai da Ilha de Páscoa. Em geral, um passeio de um dia é suficiente para conhecer os dois municípios.

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Conhecendo a neve

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Farellones

Na segunda-feira, com a previsão meteorológica de neve na Cordilheira dos Andes, fomos conhecer as estações de esqui: Farellones, Vale Nevado e El Colorado. Após mais de sessenta curvas no caminho, chegamos ao local. A neve caía intensamente o que prejudicou um pouco  a subida. É um passeio indispensável para quem visita Santiago. Voltamos a ser criança e vivemos a magia de brincar com a neve. Entretanto, foi a excursão mais cara da viagem, $27.000 pesos por pessoa. Sem contar com o aluguel de roupas térmicas especiais (jaqueta, calça, botas e luvas) que custou 25.000 pesos por pessoa. Quem for se aventurar por esse passeio, é aconselhável levar algum remédio para dor de cabeça e náuseas. Devido às curvas da estrada e ao ar rarefeito da alta altitude, algumas pessoas mais sensíveis sentem-se mal ou indispostas.

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Ainda em Santiago

No último dia em Santiago, ficamos livres para conhecer outros pontos turísticos. Fomos ao Cerro San Cristóbal, onde pedimos as bênçãos à Virgem do Santuário de La Inmaculada Concepcíon – padroeira de Santiago. Do topo do morro, temos a impressionante vista da cidade, cercada pela imponente Cordilheira dos Andes. Outro lugar bastante animado e que merece uma visita é o Pátio Bella Vista. Com muitos bares, restaurantes e lojas, o local concentra um pouco da agitada noite de Santiago.

Lagos Andinos

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Na segunda parte da viagem, conhecemos a incrível e fascinante região dos Lagos, aproximadamente 1000 quilômetros ao sul de Santiago. Para quem gosta de turismo ecológico é uma boa pedida, pois reserva belíssimas paisagens, formadas por rios, lagos, vales, vulcões e outras belezas naturais. Desembarcamos em Puerto Montt, capital da província, após uma hora e meia de avião (Sky Airlines). Seguimos, então, para Puerto Varas, cidade aconchegante, onde ficamos hospedados no hotel Colonos Del Sur Mirador, à margem do lago Llanquihue. Por ser uma cidade turística, não vale muito a pena fazer compras em Puerto Varas. Geralmente, o preço dos produtos é maior e a cotação do peso é menor (150, ante 170 em Santiago na época). Uma dica boa é o restaurante Buenas Brasas, que apresenta ótimos pratos, garçons brasileiros e um atendimento exemplar.

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A bordo do Catamarã Lagos Andinos. Ao fundo, o vulcão Osorno

Fizemos um city tour pelas cidades de Puerto Montt e Puerto Varas. Depois seguimos para conhecer a musical Frutillar e vislumbrar o espetáculo de paisagens em volta do lago Llanquihue. Preparem suas câmeras.

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Fazenda no caminho entre Frutillar e Puerto Varas

No dia seguinte, conhecemos os famosos saltos de Petrohué e o rio com o mesmo nome, com águas cor de esmeralda, no parque nacional Vicente Perez Rosales. À tarde, subimos ao topo nevado do famigerado e adormecido vulcão Osorno. Para chegar até lá, usamos um teleférico ao preço de 14 mil pesos por pessoa (ida e volta). Durante o inverno, o local abriga uma estação de esqui. Apesar da neve, não precisamos alugar roupas especiais. O frio não é tão intenso quanto em Vale Nevado.

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Topo do vulcão Osorno, de onde se avista o vulcão Calbuco e o lago Llanquihue

A melhor parte do passeio aconteceu no último dia na região dos Lagos, quando realizamos a travessia do lago de Todos os Santos até Peulla, a bordo de um catamarã. A sensação de estar diante de um dos lugares mais bonitos do Chile é indescritível. Peulla, um povoado de pouco mais de 100 habitantes, situado do outro lado do lago e rodeado por montanhas com picos nevados, reserva um ambiente natural mágico e especial. No local, há algumas opções de atividades, como cavalgada e safari, que não estão incluídas no passeio. É um roteiro indispensável para quem visita a região dos lagos. Vale a pena. Por sorte, o sol se fez presente em todos os dias, já que nessa região chove em boa parte do ano.

Travessia Lago de Todos os Santos

Travessia Lago de Todos os Santos

No último dia, voltamos à capital chilena para retornar ao Brasil na manhã seguinte. Aproveitamos a derradeira noite em Santiago para fazer compras no gigante Shopping Costanera, que possui muitas lojas e algumas oferecem descontos para turistas. Junto ao shopping, localiza-se o maior arranha-céu da América Latina e seu mirante, que cobra a entrada de 5000 pesos por pessoa aos finais de semana.

Outras dicas

  • O metrô de Santiago é rápido e praticamente te leva a qualquer ponto da cidade. Não usamos taxi, só metrô, que apresenta preços diferenciados nos horários de pico. É bom evitar o horário do rush, pois geralmente é lotado.
  • Na hora de trocar o real por peso, evitar casas de câmbio em aeroportos. No centro de Santiago, há muitos locais (Calle Agustinas, à altura da galeria Ahumada) onde se podem comprar pesos chilenos com boa cotação. Sugere-se não comprar aos finais de semana e fora do horário comercial, já que a cotação é mais cara.
  • Em geral, comida e alimentação no Chile são mais caras que no Brasil. Para quem não abre mão de se alimentar bem, pode se preparar para abrir os bolsos. Um almoço em um bom restaurante custa, em média, 12.000 pesos, aproximadamente 70 reais (prato para uma pessoa). Não vimos restaurantes com cardápio brasileiro e self-service em Santiago. Por outro lado, lanchonetes, pizzarias e fast-food estão em todas as partes.
  • Quando for visitar Val Paraíso e Viña Del Mar, dê uma passadinha em “Los Hornitos de Curacavi”. Restaurante tipicamente chileno, localizado na beira da estrada que liga Santiago ao litoral, no vale de Curacaví. Com um ambiente rústico e simpático, o local oferece uma diversidade de pratos regionais, além de doces, bebidas e artesanato chilenos.
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Los Hornitos de Curacaví, em Vale de Curacaví – caminho de Val Paraíso e Vinã Del Mar

Consideramos que a viagem ao Chile foi uma experiência única e inesquecível e que uma visita apenas é insuficiente para conhecer todos os destinos e surpresas que o país oferece. Pretendemos voltar em breve para descobrir os segredos do deserto de Atacama e da remota região da Patagônia. Recomendamos a quem ainda está indeciso para a sua próxima viagem. Vale a pena conhecer o Chile.

A  série foi ao Chile. Conte pra gente – é um espaço para o leitor contar como foi sua viagem para o Chile. Quer participar também? Envie um e.mail para: [email protected]

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2 comentários

BH 3 de janeiro de 2016 - 21:21

Muito bom. Recomendo

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Meire 2 de janeiro de 2016 - 22:44

Parabéns pela entrevista. Ficou ótima.

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