Meu final de semana prolongado na Região de O’Higgins – Valle de Colchagua

por Rosi Guimarães

Graças à sua diversidade natural, com cordilheira, costa, lagos, deserto, geleiras e lindas paisagens, o Chile foi eleito o melhor destino de turismo de aventura da América do Sul, pelo quarto ano consecutivo, segundo o World Travel Awards 2018

O território chileno é extenso, mas você não precisa ir muito longe para apreciar uma bela paisagem e ainda se aventurar numa prancha de SUP – Stand up paddle, nem precisa ser um bom esportista, prova disso é que eu vivi essa experiência em um final de semana prolongado em Santa Cruz – Região de O’Higgins.

Muita gente não sabe, mas o Chile é separado em quinze regiões mais a Metropolitana de Santiago. A cidade de Santa Cruz, no Valle de Colchagua, fica na região de O’Higginis, que tem opções de vinícolas, lagos, praias e até uma cidade fantasma chamada Sewell. Esta última ainda está na minha lista de locais para conhecer.

Passei quatros dias nessa região que oferece uma infinidade de atividades. Vou começar com o roteiro mais diferente, mas calma! Vai ter outros posts com as melhores vinícolas que visitei.  Nesse dia fizemos esporte de aventuras, conhecemos a “praia dos surfistas” e as salineiras de Humedal de Cáhuil.

 Esporte de Aventuras

Me hospedei em Santa Cruz e de lá saímos cedinho em direção ao povoado de El Bronce (mais ou menos 1h30 de viagem), onde tem uma linda lagoa de água muito azul e que os chilenos chamam de praia campestre. O instrutor da agência de turismo Pichilemu já estava nos esperando quando chegamos. Recebemos as instruções, os coletes e fomos para a água. Para nossa sorte, o dia estava maravilhoso e com céu claro.

O silêncio e a paz reinavam no lugar. Não foi tão difícil como pensei. Quando vi, já estava remando na água azul da lagoa. Fiquei confiante porque não ventava, então a água estava calma e foi fácil equilibrar na prancha.

O que é o SUP:

O Stand Up Paddle Surf é uma forma antiga de deslizamento na água, em que a pessoa fica de pé numa prancha de surf e utiliza um remo para se mover. Segundo o nosso instrutor, o SUP tem sua origem nos povos polinésios.

A partir de $ 25.000 (aproximadamente R$ 120), é possível praticar o esporte por aproximadamente três horas.

As salineiras

É com orgulho que as pessoas da região contam que os salineiros daqui foram declarados Tesouros Humanos Vivos pela UNESCO. Isso se deve ao reconhecimento da importância do processo artesanal ancestral de extração de sal feito por eles. 

Conversando com um dos salineiros, ele explicou que a extração está atrasada em 2018. As salineiras ainda estão cheias de água, enquanto já deveriam estar mais secas e começando a ficar brancas de sal.

O lugar é bem bonito e, segundo o guia Oscar que nos acompanhou, o local abriga 46 espécies de aves.  Conseguimos ver algumas. Acredito que conhecer a região na época da extração de sal seja mais interessante. Até mesmo para acompanhar e entender melhor como funciona o processo artesanal.

 Punta de Lobos – a praia dos surfistas

Depois da visita às salineiras, fomos para a cidade de Pichilemu conhecer a famosa praia dos surfistas. Já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha visitado. Ela é realmente cheia de surfistas, uma praia totalmente diferente da que estamos acostumados.

Para começar, a areia é preta. Não é comum ver pessoas nadando, apenas surfistas enfrentando a altas ondas que, segundo o guia, podem chegar a oito metros de altura.

É uma praia mais para contemplar a beleza que para nadar, a água é gelada e venta muito, além das ondas gigantescas. Muitas pedras e cactos compõem o cenário da Punta de Lobos, que tem esse nome por causa dessas duas grandes pedras destacadas na foto.

Mas o momento mais perfeito para mim foi retratado nessa foto de um casal sentado na ponta da pedra apreciando esse marzão azul! Que romântico! Queria estar sentadinha aí com meu amor. E você?

O dia terminou num restaurante delicioso que vai ter um outro post para contar, além das vinícolas imperdíveis da região. Aguarde!

Caso esteja pensando em alugar um carro para os passeios, pode fazer um orçamento aqui. 

O que mais você pode fazer na região de Santa Cruz? Clique aqui. 

Viagem feita a convite da Sernatur da Região de O’Higgins e o texto reflete a minha opinião.

Texto revisado por Bárbara Mussili, criadora do blog Refúgio Ameno

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2 comentários

gustavo nadai malagutti 8 de dezembro de 2018 - 13:45

Olá Rosi,
Lindo lugar… gostei tanto que quero incluir no meu roteiro da minha viagem para o Chile em janeiro/2019. Tem opção de onibus para chegar neste lugar saindo de Santiago ou Talca?

Obrigado,
Gustavo.

Reply
Rosi Guimarães 10 de dezembro de 2018 - 07:41

Oi Gustavo,
O ideal seria você se hospedar em Santa Cruz e dai sair para os passeios. Tem ônibus saindo de Santiago para Santa Cruz, voce pode ver no site da Turbus https://www.turbus.cl/wtbus/indexCompra.jsf
boa viagem!

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