Quais são os circuitos de trekking no Parque Torres del Paine?
Nossa experiência no trekking base Torres del Paine
O que levar na mochila no trekking em Torres del Paine?
Que roupa vestir para o trekking Torres del Paine?
Qual a melhor época para fazer o trekking em Torres del Paine?
Como é ficar no hotel Las Torres, em Torres del Paine?
Como chegar no Parque Nacional Torres del Paine?
Vale a pena ficar no hotel Las Torres e fazer o trekking até Torres del Paine?
Leia mais sobre Torres del Paine:
Perguntas frequentes sobre trekking Torres del Paine:
Se você está planejando trekking em Torres del Paine, deixa eu te contar uma coisa antes de qualquer detalhe técnico. Esse não é só um destino bonito no mapa. É um daqueles lugares que testam seu corpo, sua cabeça e, no fim, entregam uma sensação difícil de explicar quando você chega lá em cima.
Localizado no extremo sul da Patagônia Chilena, o Parque Nacional Torres del Paine impressiona logo de cara. São mais de 227 mil hectares de natureza bruta, ventos imprevisíveis e trilhas que mudam completamente conforme a estação do ano.
Nós estivemos lá pela segunda vez e, dessa vez, decidimos viver a experiência de outro jeito. Ficamos hospedados dentro do parque, no Hotel Las Torres, porque o sonho era claro: fazer o trekking até a base e ver as torres de perto, com mais tempo e menos pressa.
Enfrentar esse desafio não foi só sobre caminhar. Foi sobre planejamento, escolha certa e entender o que realmente faz diferença quando você está em um dos parques mais visitados e exigentes do Chile, reconhecido como reserva da biosfera pela UNESCO.
Eu sou a Rosi Guimarães, brasileira que vive em Santiago há mais de dez anos. Nesse tempo, acompanhei de perto a dúvida de quem sonha com Torres del Paine, mas não sabe por onde começar, o que priorizar e como se preparar de verdade.
Neste guia, vou te explicar de forma simples e prática como entender o trekking em Torres del Paine, alinhar expectativas e fazer escolhas mais conscientes para viver essa experiência do jeito certo, sem erro e sem improviso.
Antes de planejar trilhas, entenda por que o seguro viagem para a Patagônia é essencial.
A viagem foi feita a convite do hotel Las Torres, e todo o relato que você vai ler aqui reflete exclusivamente a minha opinião e a experiência que vivemos durante os dias no parque.
Quais são os circuitos de trekking no Parque Torres del Paine?
O parque oferece três circuitos principais: O, W e Base Torres. A escolha depende do tempo disponível, preparo físico e do tipo de experiência que você busca.

Quando a gente fala em trekking em Torres del Paine, é importante entender que não existe um único caminho. O parque oferece trilhas para diferentes níveis de preparo, tempo disponível e tipo de experiência que você quer viver.
Dentro do Parque Nacional Torres del Paine, existem várias trilhas menores, mas três circuitos concentram a maior parte dos trekkings e são os mais procurados por quem visita a região.
O mais longo é o Circuito O, pensado para quem quer uma imersão total na Patagônia. Ele costuma levar entre 8 e 10 dias de caminhada e exige preparo físico, logística e planejamento bem afinados.
Outra opção bastante popular é o Circuito W, que combina alguns dos cenários mais icônicos do parque. Ele varia entre 5 e 6 dias de trekking e é ideal para quem quer uma experiência completa, mas com menos dias disponíveis.
Tanto no Circuito O quanto no W, é obrigatório dormir nos refúgios dentro do parque. Eles oferecem banheiro, cozinha e estrutura básica, mas as reservas precisam ser feitas com antecedência, principalmente na alta temporada.
Já o Circuito Base Las Torres foi o que escolhemos fazer. Ele é mais curto, feito em um único dia, mas não se engane: é intenso, exigente e extremamente recompensador.
Para você ter uma noção mais clara, olha esse resumo prático:
- Circuito O
- Duração: 8 a 10 dias
- Perfil: trekking de longa duração
- Dormida: refúgios e acampamentos
- Circuito W
- Duração: 5 a 6 dias
- Perfil: trekking intermediário
- Dormida: refúgios
- Base Las Torres
- Duração média: 8 a 10 horas
- Distância: cerca de 18,8 km
- Dificuldade: alta
- Aberto: o ano todo

Ao longo deste post, vou te contar todos os detalhes do trekking até a Base Las Torres, com dicas práticas e pontos de atenção. E se a ideia for explorar outros circuitos do parque, vale também conhecer as opções disponíveis para montar o roteiro que mais combina com você.
Para decidir com mais segurança, veja a diferença entre seguro viagem ou seguro saúde em viagens de aventura.
Nossa experiência no trekking base Torres del Paine
Fazer o trekking hospedado dentro do parque muda tudo. Menos deslocamento, mais energia e suporte completo fazem diferença em um trajeto exigente.
Viver o trekking em Torres del Paine ficou muito mais simples porque estávamos hospedados no Hotel Las Torres, dentro do parque. Isso facilitou tudo desde o horário até o suporte antes da trilha.
Acordamos bem cedo, porque a saída estava marcada para 7h da manhã. Tomamos um café reforçado, daqueles que você sabe que vai precisar, e seguimos para nos preparar com calma, sem correria.
Vestimos a roupa adequada, organizamos a mochila com água, lanche fornecido pelo hotel e alguns itens essenciais que fazem diferença ao longo do caminho. Tudo pensado para aguentar um dia longo de caminhada.
Saímos em um grupo pequeno, com mais três pessoas, acompanhados por um guia experiente. Antes de começar, recebemos orientações de segurança, dicas práticas e os bastões de caminhada, que ajudaram bastante desde o início.
Logo nos primeiros metros, a Patagônia mostrou quem manda. O vento estava muito forte e o trecho inicial é bem inclinado, com muitas pedras soltas, exigindo atenção total desde o começo.
Pouco depois, a chuva começou e não demorou a apertar. Mesmo seguindo firmes, a água foi vencendo as camadas de roupa, lembrando o que ouvimos mais de uma vez por ali.
A calça, mesmo repelente à água, ficou completamente encharcada. O calçado era impermeável, mas não resistiu. A meia ficou tão molhada que dava para torcer.
Como disse o nosso guia, e faz todo sentido depois de viver isso na prática: não existe roupa que aguente totalmente o clima do Parque Nacional Torres del Paine. O segredo é estar preparado e seguir, um passo de cada vez.
Entenda melhor como funciona o seguro viagem antes de enfrentar trilhas longas na Patagônia.
As etapas do trajeto do trekking
O percurso até a Base Torres é dividido em trechos com desafios diferentes. Saber disso antes ajuda no controle físico e mental durante a trilha.

No trekking em Torres del Paine, entender as etapas do caminho faz toda a diferença para não se assustar no meio da trilha. Cada trecho tem um ritmo, um tipo de terreno e um desafio diferente, e saber disso antes ajuda muito na cabeça.
A partir daqui, vou te mostrar como o trajeto se divide na prática, o que muda em cada parte e onde o esforço aumenta. Assim, você consegue visualizar o percurso e se preparar melhor para cada etapa do trekking.
Paso de los Vientos

No Paso de los Vientos, o nome não é força de expressão. Durante o trekking em Torres del Paine, esse foi um dos pontos em que o vento realmente tentou nos tirar do eixo, exatamente como o guia havia avisado.
Precisei firmar bem o bastão no chão para não ser empurrada. A chuva seguia forte, eu já estava completamente molhada, mas sabia que dali a pouco teríamos uma pausa estratégica no refúgio chileno logo à frente.
Esse refúgio é mantido pelo Hotel Las Torres e fica aberto para todos os trekkers. Tem banheiro e venda de café, chocolate quente, chás e lanches, o que vira quase um alívio emocional em dias assim.
Nosso guia levou chás e biscoitos, mas o espaço estava lotado por causa da chuva intensa. Mesmo assim, achei um cantinho, tirei a meia e torci para sair um pouco de água, algo que todo mundo ali acabou fazendo.
Aproveitamos a parada para conversar sobre o restante do trajeto e alinhar expectativas. A decisão foi seguir mesmo com calça e sapatos encharcados, porque ali o clima não costuma dar trégua.
No fim das contas, a única peça que realmente segurou vento e chuva foi a jaqueta impermeável. Mais uma prova de que, no trekking em Torres del Paine, preparo e equipamento certo fazem toda a diferença.
O Bosque

Depois do vento e da chuva pesada, o bosque chega quase como um respiro no trekking em Torres del Paine. A paisagem muda, o som do vento diminui e o caminho fica mais protegido, trazendo uma sensação momentânea de alívio.
Enquanto caminhávamos, o guia explicava sobre a fauna, a flora e os pontos por onde estávamos passando dentro do Parque Nacional Torres del Paine. Eu ouvia, mas confesso que a cabeça já começava a questionar se eu realmente daria conta de seguir até o final.
Minha sorte foi ter o Flavinho ao meu lado, incentivando o tempo todo. A chuva continuava, mas mais leve, e em alguns momentos até caíram pequenos flocos de neve, aquele combo clássico da Patagônia.
O dia teve de tudo um pouco: vento, chuva, um pouco de neve, alguns raios de sol e até um calorzinho na volta. No bosque, esses primeiros sinais de sol trouxeram uma pontinha real de esperança.
Saímos do hotel às 7h da manhã e chegamos ao bosque por volta das 10h30. Foram cerca de 3h30 de caminhada até ali, o que ajuda a entender bem o ritmo e a exigência do trekking.
Depois de atravessar o bosque, fizemos uma pausa rápida. Era o último momento de recuperação antes de encarar a parte mais difícil do trajeto, a famosa subida da La Morena.
La Morena

A La Morena é o trecho que realmente testa seus limites no trekking em Torres del Paine. Logo de cara, o guia avisou que a subida seria íngreme, cheia de pedras soltas e com cara de quase escalada.
O percurso não é longo, mas é lento. A dificuldade faz você gastar mais energia em poucos metros, então paramos, bebemos mais água, comemos uma barrinha de proteína e seguimos, um passo de cada vez.
Logo no começo dessa parte, meu joelho começou a doer, e o do Flavinho também. Mesmo assim, decidimos continuar, ajustando o ritmo e respeitando o corpo.
A minha dor acabou estabilizando, mas a do Flávio foi aumentando. Reduzimos a velocidade da subida e seguimos com mais atenção, sem pressa e sem comparação com ninguém.
Aos poucos, fomos ganhando altura e algo mudou no clima. O sol começou a aparecer, a chuva foi embora e, mesmo com o céu ainda nublado, a esperança de chegar às Torres com boa visibilidade voltou.
O guia Daniel não parava de incentivar, avisando que faltava pouco e a recompensa vinha logo ali. Com esse empurrão final, seguimos confiantes até o último trecho.
A emoção da chegada

Às 12h59 nós chegamos. Conseguimos!
Depois de horas de esforço no trekking em Torres del Paine, a emoção tomou conta de tudo e eu simplesmente chorei ao ver as torres pela primeira vez.
Elas são muito maiores do que qualquer foto consegue mostrar. Você se sente pequeno, quase uma formiguinha, diante daquela imensidão de granito no coração do Parque Nacional Torres del Paine.
O guia explicou como as torres foram formadas pela ação do gelo glacial ao longo de milhares de anos. São três gigantes: a Torre Sul, chamada De Agostini, a Torre Central e a Torre Norte, conhecida como Monzino.
A maior delas é a Torre Sul, com cerca de 2.800 metros de altura. Eu, ali do lado com meus 1,55m, só conseguia rir da comparação e absorver o momento.
A dor simplesmente desapareceu. Ficamos um bom tempo ali, apreciando, respirando fundo, fazendo fotos e vídeos para tentar guardar aquela cena para sempre.
Comemos o lanche fornecido pelo hotel e tomamos um chá quentinho que o guia levou. Mesmo com a roupa ainda molhada, lá em cima fazia cerca de 5 °C, com vento forte. O frio era real, mas a sensação de ter chegado é difícil até de colocar em palavras.
O caminho de volta

Ficamos cerca de 1h30 apreciando as torres, mas chegou a hora de encarar o retorno no trekking em Torres del Paine. Ainda tínhamos mais 10 km pela frente, e a descida começou cobrando seu preço.
Logo no início, a dor nos joelhos do Flávio aumentou bastante. Descer exige ainda mais das articulações, então fomos bem devagar, com várias paradas e atenção total do guia.
Com muito esforço, chegamos novamente ao refúgio chileno. Aproveitamos para ir ao banheiro, beber água, e o guia Daniel usou o kit de primeiros socorros para fazer uma bandagem nos joelhos do Flávio e dar um shot de magnésio para recuperar um pouco de energia.
Seguimos descendo, mas o ritmo ficou cada vez mais lento. Em alguns momentos, achei que ele não conseguiria continuar, e a minha preocupação foi tão grande que a minha própria dor acabou ficando em segundo plano.
Passamos novamente pelo Paso de los Vientos, dessa vez sem vento e com sol. Chegamos até a sentir calor, algo difícil de imaginar algumas horas antes.
O último trecho era só descida, justamente onde o joelho sente mais. Mesmo assim, o guia foi incrível, apoiando o Flávio o tempo todo, com paciência e atenção.
Exatamente às 20h10, com muito cansaço e dor, chegamos de volta ao Hotel Las Torres. Missão cumprida. Foi emocionante!
Fazer o trekking com um bom guia fez toda a diferença. E estar hospedado dentro do Parque Nacional Torres del Paine também, porque terminamos a trilha e fomos direto descansar, sem precisar pegar ônibus ou seguir até Puerto Natales, como acontece com quem dorme fora do parque.
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O que levar na mochila no trekking em Torres del Paine?
Clima imprevisível exige mochila funcional e bem pensada. Cada item evita desconforto e decisões ruins no meio da trilha.

O que você leva na mochila faz muita diferença no trekking em Torres del Paine, principalmente porque o clima muda rápido. Nós fizemos em novembro, na primavera, e mesmo assim pegamos vento, chuva, frio, sol e até neve no mesmo dia.
A regra de ouro é simples: se preparar para todas as estações ao mesmo tempo. Não é exagero, é realidade da Patagônia, e carregar os itens certos evita desconforto e decisões ruins no meio da trilha.
Para deixar mais prático, essa foi a base do que levamos na mochila:
- Água suficiente para o dia todo
- Lanches: barrinha de proteína, chocolate, algo salgado e frutas secas
- Protetor solar e protetor labial
- Meia de suporte para reduzir atrito e bolhas
- Blusa de suporte ou segunda camada, principalmente no verão, quando o suor molha a roupa
- Boné ou viseira para proteção solar
- Óculos escuros
- Carregador portátil de celular com cabo
- Repelente, se for verão
- Bandana ou proteção de pescoço
- Sacolinha para trazer todo o lixo de volta
No fim, quanto mais funcional e leve estiver a mochila, melhor será a experiência. No Parque Nacional Torres del Paine, conforto e segurança caminham juntos, e cada item ali tem um motivo para existir.
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Que roupa vestir para o trekking Torres del Paine?
O sistema de três camadas é indispensável. Roupa técnica garante adaptação rápida às mudanças do clima durante o trekking.

Escolher bem a roupa no trekking em Torres del Paine é tão importante quanto o preparo físico. Nós fomos em novembro, com previsão entre 5 °C e 12 °C, e ainda assim enfrentamos frio, vento, chuva e momentos de sol no mesmo dia.
A estratégia que realmente funciona na Patagônia é o sistema de três camadas. Ele permite que você se adapte rápido às mudanças do clima sem precisar parar a trilha toda hora.
Na parte de baixo, fomos assim:
- Meias grossas de lã, para manter o pé aquecido mesmo molhado
- Sapatos impermeáveis, essenciais em terrenos úmidos e com pedras
- Calça térmica como primeira camada
- Calça repelente à água, que molha, mas seca rápido
Já na parte de cima, seguimos o clássico que não falha:
- Primeira camada: blusa térmica
- Segunda camada: fleece
- Terceira camada: jaqueta impermeável com capuz
- Touca e protetor de pescoço
- Óculos escuros, porque o sol aparece quando você menos espera
- Bastões de caminhada, que ajudam muito nas subidas e, principalmente, nas descidas
Aqui vale uma dica bem prática de amiga: eu indico roupas da Columbia Sportswear porque elas são pensadas exatamente para esse tipo de ambiente. As peças aguentam vento forte, chuva constante e variação de temperatura sem perder conforto ou mobilidade.
No trekking em Torres del Paine, não existe roupa perfeita para tudo. O segredo está em camadas certas, tecidos técnicos e peças confiáveis, que te permitem seguir mesmo quando o clima resolve mudar no meio do caminho.
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Qual a melhor época para fazer o trekking em Torres del Paine?
A alta temporada vai de outubro a abril, mas o clima muda o tempo todo. Mais importante que o mês é estar preparado.

A melhor época para fazer trekking em Torres del Paine costuma ser entre outubro e abril, que é a alta temporada na Patagônia. Foi exatamente nesse período que fomos, em novembro, e pegamos um dia bem típico da região.
Quando digo típico, é isso mesmo: vento forte, chuva, um pouco de neve, sol e até um calorzinho, tudo no mesmo dia. É por isso que, mais do que escolher o mês, o mais importante é ir preparado para qualquer cenário.
Um ponto curioso é que a única forma de ver as torres por completo é fazendo esse trekking de cerca de 20 km. Existe a opção de ir a cavalo até o refúgio chileno, mas dali em diante só caminhando. Até o refúgio, são aproximadamente 5 km.
Mesmo dentro do Parque Nacional Torres del Paine, não é tão simples ver as torres de longe. Você tem vistas parciais no caminho para o Hotel Las Torres, cerca de 10 km antes da entrada, ou a partir da Lagoa Azul e da Cascata do Rio Paine.
Para mim e para o Flavinho, foi um desafio real. Apesar de irmos à academia, não temos o hábito de trekking, e a dor no joelho que surgiu no caminho deixou tudo mais difícil.
Ainda assim, foi uma experiência marcante. Para quem já está acostumado com trilha e tem preparo físico, dá para encarar com mais facilidade. Para nós, ficou a certeza de que esse esforço todo valeu cada passo e vai ficar para sempre na memória.
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Como é ficar no hotel Las Torres, em Torres del Paine?
Dormir dentro do parque facilita horários, reduz cansaço e melhora toda a experiência do trekking até a Base Torres.
Ficar no Hotel Las Torres muda completamente a forma como você vive o trekking em Torres del Paine. Não é só hospedagem. É acordar dentro do parque, já conectado com o ritmo da montanha e sem precisar correr contra o relógio.
Nós já conhecíamos o hotel de outra viagem, mas dessa vez a experiência foi ainda mais especial. Estar ali, com o trekking como foco principal, fez tudo fluir de forma mais leve e organizada.
O hotel faz parte de uma reserva natural e está localizado dentro do Parque Nacional Torres del Paine, literalmente no início da trilha para a Base Torres. Isso significa menos deslocamento, menos cansaço acumulado e mais tempo para curtir o parque de verdade.
Além da localização estratégica, o conforto faz diferença depois de um dia intenso de caminhada. Você volta da trilha, toma um banho quente, come bem e descansa olhando para a paisagem da Patagônia, sem precisar pegar estrada ou enfrentar longos trajetos.
Para resumir de forma prática, ficar no Hotel Las Torres ajuda porque:
- Você começa o trekking em Torres del Paine com vantagem de tempo
- Evita deslocamentos longos antes e depois da trilha
- Dorme e acorda dentro do parque
- Ganha conforto sem perder a conexão com a natureza
Se a ideia é viver o trekking com mais calma, menos estresse e mais presença, essa hospedagem faz toda a diferença na experiência final.
Veja mais detalhes na nossa avaliação sobre o hotel Las Torres, o melhor hotel em Torres del Paine.
Como chegar no Parque Nacional Torres del Paine?
Punta Arenas é mais econômica; Puerto Natales é mais prática. A escolha impacta diretamente sua energia para o trekking.
Se você está se perguntando como chegar no Parque Nacional Torres del Paine, já adianto que não é complicado, mas exige escolha consciente. A forma como você chega impacta tempo, custo e até seu nível de energia antes de começar as trilhas.
Tudo começa com um voo saindo de Santiago para a Patagônia. As duas portas de entrada mais usadas são Punta Arenas e Puerto Natales, cada uma com vantagens bem diferentes.
Punta Arenas costuma ser a opção mais econômica. O aeroporto Aeroporto Presidente Carlos Ibáñez del Campo recebe mais voos diários, o que geralmente significa tarifas melhores e mais flexibilidade de horário.
O ponto de atenção é o deslocamento depois do pouso. De Punta Arenas até o parque, são cerca de 4 horas de estrada. É tranquilo, mas longo, especialmente se você pretende fazer trekking no dia seguinte.
Já Puerto Natales é a escolha ideal para quem quer reduzir o tempo em trânsito. O Aeroporto Teniente Julio Gallardo fica a aproximadamente 2 horas do parque, o que deixa a chegada bem mais leve.
Em resumo, a decisão passa por custo versus conforto. Para facilitar, olha esse comparativo rápido:
- Punta Arenas → Torres del Paine: cerca de 364 km
- Puerto Natales → Torres del Paine: cerca de 120 km
As principais companhias que operam essas rotas são LATAM Airlines, Sky Airline e JetSmart.
Minha dica de amigo é simples. Se você quer economizar, Punta Arenas funciona bem. Se a prioridade for chegar menos cansado e com mais tempo para curtir o parque, Puerto Natales costuma valer o investimento extra.
Entenda quanto custa seguro viagem para o Chile antes de fechar seu planejamento.
Vale a pena ficar no hotel Las Torres e fazer o trekking até Torres del Paine?
Sim. A combinação de hospedagem dentro do parque + trekking guiado traz mais segurança, conforto e aproveitamento real da experiência.

Depois de viver tudo isso na prática, a resposta curta é sim. Ficar no Hotel Las Torres muda completamente a experiência do trekking em Torres del Paine, principalmente pelo tempo, pelo suporte e pela tranquilidade antes e depois da trilha.
Dormir dentro do parque permite começar cedo, sem deslocamentos longos, e terminar o dia exausto sabendo que o descanso está logo ali. Isso faz muita diferença quando o corpo já está no limite e o clima não ajuda.
Além disso, ter apoio de guia, estrutura de refúgio, lanche, orientação e logística bem organizada deixa a experiência mais segura e fluida, especialmente para quem não tem o trekking como hábito.
Resumindo, vale a pena porque:
- Você ganha tempo e energia antes da trilha
- Evita deslocamentos longos no fim do dia
- Tem suporte profissional durante todo o percurso
- Vive o parque de forma mais intensa e conectada
Não é uma experiência simples nem fácil, mas é real, intensa e transformadora. Se a ideia é viver o trekking em Torres del Paine com mais consciência, conforto e menos improviso, essa combinação faz todo sentido.
Para complementar, leia nosso guia sobre como escolher seguro viagem para o Chile e evite erros comuns.
Leia mais sobre Torres del Paine:
- A nossa hospedagem no Hotel Las Torres dentro do Parque Torres del Paine
- Torres del Paine: guia completo para explorar a Região
Perguntas frequentes sobre trekking Torres del Paine:
O trekking Torres del Paine é muito difícil para quem não tem experiência?
O trekking Torres del Paine exige preparo físico, principalmente na Base Torres, mas não é exclusivo para experts. Com planejamento, ritmo respeitado e apoio de guia, dá para fazer mesmo sem histórico em trekking. Veja dicas práticas e relatos reais no Nós no Chile.
Preciso contratar guia para fazer o trekking Torres del Paine?
Sim, vale muito a pena contratar guia, especialmente no trekking Torres del Paine até a Base Torres. Ele ajuda na segurança, no ritmo, nas decisões climáticas e no suporte físico ao longo do trajeto, que é exigente e imprevisível. Veja por que ir com guia faz diferença no Nós no Chile.
Qual é o melhor circuito do trekking em Torres del Paine para quem tem poucos dias?
Para quem tem pouco tempo, o trekking até a Base Torres é a melhor escolha. É feito em um dia, intenso, mas entrega a vista mais icônica do parque. Compare circuitos e escolha o ideal no Nós no Chile.
Vale a pena se hospedar dentro do parque Torres del Paine para fazer o trekking?
Sim, principalmente se o foco for o trekking Torres del Paine. Dormir dentro do parque reduz deslocamentos, permite começar cedo e chegar direto para descansar após a trilha. Veja nossa experiência completa no Nós no Chile.
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