Por que o Museo Nacional de Bellas Artes tem que estar no seu roteiro

por Bárbara Mussili

Em 2015, a Rosi visitou o Museo Nacional de Bellas Artes pela primeira vez com a família. Eu também o visitei mais ou menos na mesma época. Mas, com o passar do tempo, nossa percepção sobre este espaço se ampliou, merecendo ainda mais interesse em visitá-lo. Foi por isso que resolvemos complementar o post anterior, reforçar por que o MNBA merece estar no seu roteiro e mencionar outros detalhes sobre ele.

_DSC3536

A Rosi já tinha comentado sobre a fundação do museu em 1880 com o objetivo de reunir obras artísticas que estavam espalhadas pelo país. Para começar com essa história, acrescento que o atual edifício somente foi inaugurado em 1910, no auge da modernização urbanística de Santiago. Ao passear pela capital e observar seus diversos outros prédios de estilo neoclássico, é possível verificar que eles são mais ou menos da mesma época. A inspiração era as capitais europeias, como Paris . O próprio arquiteto que projetou o museu possuía nacionalidade chilena e francesa. Outra motivação era preparar a cidade para a celebração do centenário da Independência do Chile.

_DSC3539

Mais de cem anos depois desta comemoração, o Bellas Artes se consolidou como um lugar de valorização das artes visuais mantendo um acervo de cinco mil peças de autores nacionais e estrangeiros, desde o período colonial. Além da sua monumental arquitetura, são pinturas, fotografias, esculturas, desenhos, entre outros, que fazem o visitante perceber a riqueza de seu conjunto.

Logo na entrada, o hall principal se impõe com uma enorme cúpula de cristal em estrutura metálica importada da Bélgica e trazida de navio para o Chile. A iluminação é natural e permite uma sensação de amplitude. Neste espaço, pode-se apreciar várias esculturas de mármore, bronze e de outros materiais. Originais ou reproduções, elas são tão perfeitas que parecem modelos reais. É um local interessante também porque, além dos visitantes, muitos estudantes circulam e desenham por ali. Então, podemos ter noção da importância do museu para formar novos talentos. É neste lugar também que, muitas intervenções artísticas acontecem.

A partir do hall, pode-se acessar os outros espaços como a Sala Matta no subsolo, a Sala José Miguel Blanco no primeiro andar e a Sala Chile no segundo andar. Nestes lugares acontecem as exposições temporais que contribuem ainda mais para tornar o Bellas Artes um lugar especial.

Em março/2019, período da minha nova visita, pude conhecer as exposições “Poesía en Expansión” e “De aquí a la modernidad”. A primeira, com a transformação de poemas em obras visuais como através da pintura, da colagem, de caligramas e de outras formas diferentes que ampliam a percepção deste tipo de texto e mensagem. A segunda, com obras do próprio museu, mostrando como diversos artistas refletiram as transformações sociais, políticas e econômicas do país em suas obras.

Provavelmente, quando você estiver lendo este post, outras exposições estarão acontecendo no MNBA. É por isso que a gente está sempre de olho e atualiza tudo na programação cultural que é divulgada aqui no blog mensalmente.

Além de todos estes atrativos, que já justificam conhecer o MNBA, é preciso destacar sua localização privilegiada na região metropolitana de Santiago, no meio do Parque Forestal. Utilizando o metrô, a estação da linha 5 pela qual se chega no museu tem exatamente o mesmo nome: estação Bellas Artes. Ao acessar a superfície, um lindo mural já indica que as redondezas têm o mesmo astral.

IMG_7164

E estando por lá, depois de conhecer o MNBA, você pode fazer uma dobradinha com o MAC – Museu de Arte Contemporânea, exatamente atrás do Bellas Artes. Existe uma passagem interna que interliga os dois espaços ou pode-se sair de um, caminhar pelo parque e acessar o outro em pouquíssimos minutos de caminhada.

IMG_7206

Quer mais uma dica? Você também estará bem perto do Cerro Santa Lucía e do Barrio Lastarria. Dependendo da sua programação, você ainda pode aproveitar o dia almoçando em um dos restaurantes da calle José Victorino Lastarria, como o Liguria, ou mesmo tomar um café na lojinha do museu. Aliás, existem outras opções de cafeterias nos arredores. É só explorar a região caminhando para descobrir. Depois de admirar as exposições, qualquer uma destas opções será perfeita para complementar seu passeio e seguir para o próximo.

IMG_7203

A entrada para o museu é gratuita. Ele está aberto para a visitação de terça-feira a domingo, de 10h às 18h45.

Planeje sua viagem com a gente!

Fazendo suas reservas aqui pelos links do blog você não paga nada a mais por isso, e ainda ajuda na manutenção da nossa página. Nossos parceiros foram escolhidos a dedo. Então não custa nada ajudar a gente.

Posts Relacionados

Gostou? Deixe aqui seu comentário