Valle de Colchagua: duas vinícolas no mesmo dia com almoço no Fuegos de Apalta

por Rosi Guimarães

Além de amar conhecer vinícolas, sou suspeita para falar do Valle de Colchagua, no Chile, que está entre os meus preferidos. Então, fica fácil escrever e te inspirar a conhecer e passar pelo menos um final de semana na região de Santa Cruz.

No final do post, vou deixar os links das outras vinícolas que já visitamos nesse vale porque já quero começar contando que é possível visitar duas vinícolas no mesmo dia e ainda combinar com um delicioso almoço no famoso Fuegos de Apalta. A dica é conhecer uma pela manhã, almoçar no Fuegos de Apalta e deixar a Montes para a tarde pois é nela que está o restaurante.

O que fazer no Valle de Colchagua, no Chile?

Fiz meu próprio vinho na vinícola MontGras

Eu já conhecia essa vinícola e já tem post dela aqui no blog. Dessa vez, voltei para fazer uma atividade bem interessante: Haz tu próprio vino. Virei enóloga e criei meu próprio vinho.

Antes de tudo, fizemos o tour que começou pelo vinhedo, onde o guia explicou sobre o solo, tipos de uvas plantadas e mostrou a diferença das cepas de acordo com as folhas. Depois, fomos convidados a entrar na sala de barricas onde acontece o processo de seleção e fermentação das uvas. Nessa sala, degustamos o primeiro vinho direto da barrica de aço inoxidável: um Carménère 2014 – Ninquén.

Dali, passamos para a sala de barricas de madeira, onde o guia contou sobre o tempo de guarda e o processo de engarrafamento.

E, finalmente, chegamos na hora de fazer o nosso próprio vinho. Recebemos um avental, instrumentos para a produção do vinho e instruções. Agora você vai saber como virar enólogo por um dia e fazer o seu próprio vinho. 

Primeiro, degustamos as três cepas separadas: Carménère, Cabernet Sauvignon e Merlot.  Em seguida,  calculamos quanto de cada uma usaríamos no nosso vinho. Como minha uva preferida é carménère, optei por usar uma portagem de 50% dela, 30% de merlot e 20% de Cabernet Sauvignon.

Fizemos uma pequena mistura nas taças e degustamos e avaliamos o sabor e o aroma. Só depois de acertarmos a mescla de cada cepa é que calculamos o ideal para encher a garrafa de 700ml. Depois do vinho degustado, aprovado e preparado, enchemos a garrafa e colocamos a rolha com a ajuda de uma pequena máquina antiga.

 

Por último, colocamos também a capinha que tampa a rolha e a etiqueta, claro! Depois de finalizado, o vinho é um presente para levar para casa. O meu ainda está aqui em casa, dá até dó de tomar. No final o guia ainda nos brindou com música chilena. 

Como é o almoço no restaurante Fuegos de Apalta

 

É minha segunda visita no restaurante do conceituado chef argentino, Francis Mallmann, inaugurado em 2017 e localizado no vinhedo da Vinícola Montes. Como disse a Bárbara no post da viagem romântica para Colchagua, é uma verdadeira viagem gastronômica pelos pampas. Leia o post aqui.  Agora você vai saber como é o almoço no restaurante Fuegos de Apalta, do argentino Francis Malmann.

A cozinha fica no meio do restaurante e é possível acompanhar o processo de produção dos pratos. Mallmann é famoso pela utilização dos processos de cozimento no fogo para preparar seus pratos. Tem opções como carnes, peixes, verduras, risotos. Eu pedi um risoto de frutos do mar e estava maravilhoso. A carne também estava macia e bastante saborosa.

O local é ideal para o horário do almoço. Comer com a vista para o vinhedo e acompanhado de um vinho branco ou rose é perfeito! O espaço é todo aberto, o que permite a você se sentir parte do lugar. O preço é alto, mas vale muito a pena. Os pratos sao individuais e custam em média $18,00 (cerca de R$ 100)

Como é o tour e degustação na Montes – A vinícola dos Anjos

Também já conhecia essa vinícola e ainda não tinha escrito um post sobre ela aqui no blog. Como eu já disse, é nesse vinhedo que está o restaurante de Francis Malmann, então, combinar o tour com um almoço nesse restaurante é perfeito.

Para falar da Montes, vou fazer um texto um pouco diferente. Vou tentar dizer, em poucas palavras, as curiosidades dessa vinícola. Ela está entre as mais visitadas do Valle de Colchagua, junto com a Viu Manent , a Santa Cruz,  a Clos Apalta/Lapostolle , e a MontGras.  Clique em cada uma para ler o post.

Você já sabe que o Valle de Colchagua é um dos meus preferidos e, se é amante de bons vinhos, já anota esta dica: vale se hospedar e passar pelos menos dois dias conhecendo esse paraíso vitivinícola.

Voltando a Montes, ela tem um anjo como símbolo e utiliza os princípios do feng shui na sua concepção. Os vinhos descansam ao som de cantos gregorianos. Quer coisa mais chique do que isso? Já ficou com vontade de conhecer, né?

No tour que fizemos é explicado todo o processo de produção dos premiados vinhos Montes. No final, quando entramos na bodega, a guia contou sobre a música que é tocada enquanto o vinho descansa nas barricas. Achei sensacional. Cada vinícola uma descoberta!

A degustação foi feita numa mesa enorme com um anjo no meio e com uma linda vista para o vinhedo. A vinícola Monte, no Valle de Colchagua é imperdível? Com certeza.  Outra coisa que me chamou bastante a atenção foi a quantidade de brasileiros visitando a Montes, acredito que éramos a maioria de participantes  do tour .

É fácil combinar duas vinícolas e um bom restaurante no mesmo dia. Vale muito a pena!

Outros passeios que fiz nessa mesma viagem:

Caso esteja pensando em alugar um carro para os passeios, pode fazer um orçamento aqui. 

Viagem feita a convite da Sernatur da Região de O’Higgins e o texto reflete a minha opinião.

Texto revisado por Bárbara Mussili, criadora do blog Refúgio Ameno

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10 comentários

Ariadne Loriato Xavier 3 de junho de 2019 - 17:29

Ola Rosi!
Adorei as dicas, acredito que o Valle Colchagua vale a pena ir passear mais de 1 né? Nas agencias de turismo fazem esse passeio como vc descreveu no post? essas duas viniculas e a parada no restaurante? Grande abraço.

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Rosi Guimarães 4 de junho de 2019 - 11:41

Ariadne,
Se for para ir mais de um dia vale passar uma noite por lá! Temos mais dicas de Colchagua aqui no blog https://nosnochile.com.br/que-tal-uma-viagem-romantica-pelo-valle-de-colchagua-no-chile/
Um abraço!

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Daniela 12 de fevereiro de 2019 - 13:15

rosi olá tudo bem ? de todas as vinicolas, qual indicaria e qual e sua preferida ? bjo

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Rosi Guimarães 12 de fevereiro de 2019 - 17:02

Oi Daniela,
Onde? Longe ou perto de Santiago? É que eu tenho várias preferidas. Aqui pertinho de Satiago eu gosto muito da El Principal – https://nosnochile.com.br/el-principal-uma-vinicola-para-viver-a-producao-do-vinho-chileno/
em colchagua eu amei a Lapostolle https://nosnochile.com.br/como-e-o-tour-e-a-degustacao-na-vinicola-lapostolle-clos-apalta-chile/ A VIK também é imperdível: https://nosnochile.com.br/vik-mais-luxuosa-e-surpreendente-vinicola-do-chile/
Sao tantas preferidas!
Beijo!

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Luana 17 de janeiro de 2019 - 08:49

É tranquilo fazer isso? Qual o tempo de percurso? Pode me dar as coordenadas?
Estou perdida rs

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Rosi Guimarães 12 de fevereiro de 2019 - 18:58

Oi Luana,
Depende, pretende ir como? De carro deve demorar 1h40. Muito fácil chegar usando o aplicativo Waze ou google maps. Também é possível ir de onibus, mas é mais demorado, pode pesquiasr na empresa Turbus.
Boa viagem!

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kamila boschini 15 de janeiro de 2019 - 12:19

Boa Tarde,

Gostaria de tirar uma duvida, todas as Vinícolas tem o guia em português?

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Rosi Guimarães 16 de janeiro de 2019 - 09:57

Oi Kamila.
Infelizmente nao tem, mas quando tem um grupo grande de brasileiros os guias se esforcam para falar portunhol e fica fácil de entender.
Abraco!

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Luana 15 de janeiro de 2019 - 07:46

Olá! Eu consigo fazer esse roteiro utilizando o transporte público?

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Rosi Guimarães 16 de janeiro de 2019 - 10:04

Oi Luana,
voce pode ir de onibus até Santa Cruz e de lá pegar taxi ou Uber para se locomover entre as vinícolas.
Boa viagem!

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