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Viagem de Santiago a Mendoza: dicas, roteiro e o que saber antes de atravessar

Viagem de Santiago a Mendoza: dicas, roteiro e o que saber antes de atravessar
Índice

Qual é a moeda argentina?

Onde se hospedar em Mendoza

Chip de celular em Mendoza

Como contratar um bom guia ou agência em Mendoza

O que comprar em Mendoza?

O que eu achei imperdível em Mendoza

Mendoza491Quer ir à Mendoza saindo de Santiago?

Como já contei no post anterior, Mendoza é muito perto de Santiago e vale viajar com mais tempo para dar uma esticadinha de pelo menos uns três dias em terras argentinas.

São menos de 400 quilômetros de estrada e cerca de 40 minutos de voo.

Ou seja, é mais perto de Santiago que de Buenos Aires, só cruzar a cordilheira e chegou.

O destino é ideal para aqueles que curtem o enoturismo, já que 70% da produção do vinho argentino é de Mendoza.

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Avião

Nós fizemos o trecho Santiago – Mendoza de avião porque tínhamos pouco tempo e queríamos aproveitar o máximo possível.

Então, compramos um voo baratex da cia low cost Jetsmart. Custou apenas $ 1.000 pesos chilenos.

Isso mesmo! Por volta de R$ 6, porém, tivemos que pagar para marcar assento, levar bagagem (para trazer vinhos) e pelas taxas de embarque.

O total acabou saindo por $ 20.000 pesos chilenos (R$ 110).

Na volta, voamos pela Sky, que também é uma empresa low cost. Não foi o melhor preço, mas tinha o melhor horário de volta.

Por isso, optamos por uma companhia aérea na ida e outra na volta. Ao comprar com antecedência, você com certeza encontra boas ofertas.

O voo de volta não foi tão baratinho e saiu por $ 80.000 pesos chilenos (R$ 450).

Ônibus

Outra boa opção é fazer a travessia de ônibus.

Mas, para isso, precisa de um pouco mais de tempo, pois são 8 horas de viagem.

Mas a beleza da estrada compensa. Logo, se tiver um tempo a mais, eu recomendo a travessia de ônibus.

Nesse post de Portillo, dá para conhecer um pouco da beleza da estrada e a passagem pelas curvas de Los Caracoles.

A empresa Cata Internacional oferece passagens a partir de $ 20.000.

Carro alugado

Você também pode alugar um carro para fazer a travessia, no entanto, é um pouco mais complicado, já que é necessário a compra de uma licença especial e um seguro adicional.

Nem todas as locadoras aceitam essa condição de ir a outro país com o carro. Também pode sair um pouco mais caro.

Além disso, você vai precisar reservar o carro com pelo menos uma semana de antecedência.

O custo das licenças necessárias e o seguro para viajar para a Argentina custam em média $ 160.00 (R$ 800), além do valor do aluguel.

Mas atenção! Se for inverno, principalmente no período entre meados de maio e meados de setembro, tanto o aluguel de carro ou o ônibus são opções arriscadas.

Afinal, a estrada pode fechar a qualquer momento por causa da neve. No Twitter @CFLoslibertador, é possível acompanhar diariamente as condições da estrada (Ruta60CH) no inverno.

Relato atualizado do Paulo Ilunes, que viajou em outubro de 2022. Clica aqui: Veja aqui como foi a nossa viagem de carro para Mendoza, na Argentina

Transfer

Ademais, outra alternativa para ir a Mendoza saindo de Santiago, é contratar um transfer em Santiago para fazer a travessia da cordilheira dos Andes até Mendoza.

Eu recomendo o pessoal da Vem Me Buscar, são parceiros do blog e seguidor do Nós no Chile tem desconto.

Saiba mais sobre a Vem Me Buscar aqui

Qual é a moeda argentina?

A moeda é o peso argentino.

Como moramos no Chile, foi melhor fazer câmbio aqui. Trocamos pesos chilenos por pesos argentinos.

Mas percebi que em Mendoza se aceita dólar, pesos chilenos, cartão, ou seja, super tranquilo.

Onde se hospedar em Mendoza

A princípio, o centro, perto da Plaza Independencia, é o melhor lugar para se hospedar.

Não cometam o erro que nós cometemos, ficamos distante do Centro. Escolhemos o hotel Ibis e a única coisa boa foi a tarifa.

Fora isso, não gostei e não ficaria nele de novo. Mas é uma boa opção para quem busca bom preço.

Por fora, o prédio é até bonito. O café da manhã também é razoável, mas o quarto e o banheiro são horríveis. Roupas de cama e toalhas velhas, cama ruim. Enfim, não recomendo!

Na minha próxima viagem, vou preferir ficar no Diplomatic Hotel ou no Park Hyatt. Ou seja, pertinho de tudo e não precisa pegar táxi para nada. Aliás, uma coisa que achei ruim em Mendoza é o serviço de táxi: carros velhos, sujos e motoristas doidos que correm muito e não usam cinto de segurança.

Reservando seu hotel por este link a gente recebe uma pequena comissão que nos ajuda na manutenção da página e você não paga nada a mais.

Chip de celular em Mendoza

Para ficar o tempo todo conectada e fazer meus stories (sigam o Instagram do @blognosnochile), compramos um chip da Movistar a $ 15 pesos argentinos e seguimos as orientações que vem no chip para fazer a habilitação. Contactamos o Facebook da empresa por mensagem interna e enviamos um código.

Em pouco tempo, nosso chip já estava habilitado. Daí, passamos numa lojinha de conveniência, chamada de kiosko na Argentina (há várias delas espalhadas no centro), para comprar crédito.

Colocamos $ 100 pesos argentinos de crédito e usamos com tranquilidade. Se não quiser comprar chip, pode optar por usar o wifi das vinícolas e restaurantes que tiverem este serviço disponível.

Como contratar um bom guia ou agência em Mendoza

Já falei do Léo no primeiro post, mas vale reforçar.

Afinal, icamos extremamente satisfeitos com os serviços prestados por ele e sua equipe. Leia aqui. 

O segredo do sucesso da sua viagem depende da empresa de turismo que você contrata.

Para quem não quiser só conhecer vinícolas, o Léo da Vendimia Wine tour também oferece passeios para a montanha, visita ao parque Aconcágua, onde estão a parte mais alta da Cordilheira dos Andes, quase 7.000 metros.

O que comprar em Mendoza?

Vinhos, com certeza.

Vimos vários que tinham o valor um terço mais baixo comparados aos valores do Brasil. Logo, vale muito a pena, principalmente os que são premium.

A dica é a loja Sol y Vino. Eles oferecem descontos para quem compra acima de 6 garrafas e embalam para viagem. Outra opção é aproveitar as ofertas na próprias vinícolas.

Chocolate, doce de leite e alfajor

Compramos da marca Entre Dos, bem saborosos. E tem também a marca Havanna que também é muito boa.

Azeites

Muitas vinícolas têm produção de azeite.

Nem pense duas vezes. Compre! Vale muito a pena e são muito bons. Compramos na vinícola El Enemigo.

O que eu achei imperdível em Mendoza

  • Uma voltinha pelo Paseo Peatonal Sarmiento e Plaza da Independência, com direito a café ou chocolate quente na Havanna.
  • Tomar sorvete na sorveteria Famiglia Perin Helados.
  • Almoçar na Vinícola El Enemigo/Casa Vigil e torcer para ter a sorte de encontrar o Alejandro Vigil. Para quem não sabe, ele é o enólogo da vinícola Catena Zapata e dono da El Enemigo.
  • Degustar vinho direto da barrica na vinícola azul. Foi uma experiência muito bacana e o vinho estava dos deuses!

O que eu não fiz e gostaria de ter feito

  • Tomar uma taça de espumante na vinícola Chandon.

Mas eu vou voltar, ah vou!

Já voltei e conto mais sobre as vinícolas de Mendoza aqui

Preços das visitas e almoços nas vinícolas

  • As degustações variam entre $ 400 e $ 800 pesos argentinos por pessoa.
  • Os almoços custam em média $ 1.500 pesos argentinos por pessoa.
  • O jantar no Azafrán foi um dos mais caros. Custou $ 4.000 pesos argentinos para nós dois.

Agora, me pergunta se eu quero voltar? Com certeza! Mendoza me surpreendeu.

Fiquei realmente apaixonada. Ainda mais sendo uma viagem romântica com meu amor.

Concluindo, recomendo muito. Mendoza é um lugar para beber vinhos bons, comer bem e ser feliz!

Leia aqui tudo que eu já escrevi sobre Mendoza

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Rosi Guimarães

Relações Públicas e criadora do Nós no Chile, projeto que nasceu em 2014 quando deixamos Belo Horizonte para viver em Santiago. Desde então, transformei minha paixão por viagens e vinhos em uma marca que inspira milhares de brasileiros a conhecer o Chile. Já visitei quase 100 vinícolas e compartilho dicas práticas e atualizadas sobre hospedagem, gastronomia, vinhos, neve e roteiros pelo país, sempre com a experiência de quem vive aqui há mais de uma década.

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