Nossa experiência no restaurante Boragó
A gastronomia única do Boragó
Vale a pena a experiência no restaurante Boragó?
Nosso vídeo do restaurante Boragó:
Eu e Flavinho fizemos 27 anos de casados no dia 21 de março e decidimos comemorar em grande estilo.
Foi então que reservamos o restaurante Boragó e vamos contar a nossa experiência para vocês.
O Boragó é um restaurante muito premiado e, desde 2013, figura no guia dos melhores do mundo, o 50 BestRestaurantes, ocupando a posição 29 em 2023.
Também está entre os melhores restaurantes da América Latina, ocupando a 9° posição, enquanto Rodolfo Guzman foi reconhecido como um dos chefs mais influentes e inovadores, segundo o The Best Chef Awards 2023,.
Com tudo isso, tínhamos muitos motivos para querer viver essa experiência.
Nossa experiência no restaurante Boragó
Para início de conversa, o restaurante só atende com reserva, logo é importante garantir com antecedência para conseguir o dia e hora que você quer.
No momento da reserva já respondemos um questionário sobre algum tipo de alergia, algo que você não come ou não gosta.
Como eu e Flávio comemos de tudo, não marcamos nada no questionário e a equipe do restaurante entrou em contato com a gente para saber se estava certo ou se tínhamos esquecido de marcar nossas preferências.
Chegamos no horário marcado e em seguida nos conduziram até a nossa mesa.
Nosso menu foi de verão, pois estávamos em março, e o protagonista foi o tomate.
Fomos recebidos com o primeiro prato que era uma estrutura com um tomate gigante com uma flor de pebre, muito típico aqui do Chile.
Trata-se de um condimento chileno feito de coentro ou salsa, cebola picada, vinagre, pimenta ají picante moída ou em purê e geralmente tomate picado.
E dentro do tomate um caldinho de Chancho en piedra, que também é algo muito chileno.
A cozinha do Boragó é baseada na cultura Mapuche com ingredientes nativos, utiliza plantas, flores e fungos que crescem de maneira mais natural possível.
Sempre que chegava um prato à mesa, vinha um chef explicar a origem do prato e a forma de comer.
Muitos dos pratos que experimentamos comemos com a mão, por isso, na mesa tem uma toalha úmida para limpar as mãos sempre que necessário.


A gastronomia única do Boragó
A princípio, o menu degustação inclui 18 pratos e você pode escolher harmonizar com vinhos ou sucos. Eu e Flávio escolhemos um de cada para provarmos de tudo.
A gastronomia do Boragó se baseia em pesquisa, eles tem uma área de testes e experimentos, os ingredientes vêm de todas as regiões do Chile através de 200 pequenos produtos cuja escolha é criteriosa.
A água que o Boragó serve vem da chuva da Patagônia. Já os vinhos são de pequenas produções e foco em projetos familiares.
Outro prato que desfrutamos foi uma abelha de trufa e alfafa chilena – uma apresentação lindíssima.
É aquele ditado: comer primeiro com os olhos faz total sentido no Boragó.
O que mais me chamou a atenção pela beleza, mas foi um dos que eu menos gostei, foi o Copihue e jardim de mariscos, um prato que simula a flor e que veio numa base de gelo.
O Copihue é a flor símbolo do Chile e está ameaçada de extinção.
O prato que mais gostei
Não dá para contar dos 18 pratos servidos, mas não posso deixar de citar o que eu mais gostei: o Caldillo de Congrio, um dos pratos preferidos do poeta Pablo Neruda.
Estava realmente delicioso, vem com uma pequena lagosta cozida dentro da folha do cochayuyo, que é uma alga chilena. Realmente incrível o sabor potente desse prato.
E como estamos no Chile não poderia faltar o Cordeiro Patagônico, cozido durante todo o dia e exposto do lado externo do restaurante. A carne estava derretendo na boca. Flávio, com um bom carnívoro, escolheu esse o melhor prato da noite.
Na hora dos “postres”, serviram três sobremesas, todas lindas, mas não estavam doces o suficiente para o meu paladar.
Quando eu penso em sobremesa espero algo doce, mas as que nos serviram tinham sabores surpreendentes e muito diferente de tudo que eu já tinha provado antes.
Por exemplo, as frutillas de mar, uma espécie de morango do mar. Outra foi um sorvete de algas e o último o Frio Glacial, que parecia um suspiro que ao morder saia fumaça. Com as sobremesas eu me decepcionei, acho que pelo fato de querer comer algo doce e realmente não era.
Os sucos foram surpreendentes, algo muito diferente, elaborado e com muito sabor. Também provamos vinhos e espumantes, no total de 7 taças, entre brancos e tintos.
O melhor branco foi o Parcela N°5, De Martino, Sauvignon Blanc, Casablanca, 2010. Já o tinto foi o Domus Áurea, Quebrada de Macul, Cabernet Sauvignon, Maipo, 2005.

Vale a pena a experiência no restaurante Boragó?
É uma experiência para viver pelo menos uma vez na vida e ideal para provar algo bonito, bem preparado e único. Recebi alguns comentários que era furada, mas, sinceramente não achei.
Mesmo porque você já vai sabendo o quanto vai pagar e só escolhe esse tipo de restaurante se tem um paladar apurado ou está disposto a provar de tudo.
E é interessante porque o menu é uma surpresa! Se você não come muitos tipos de verduras ou frutos do mar, esse restaurante não é pra você. Eu e Flávio comemos de tudo e queríamos algo novo então, gostamos bastante da experiência e avaliamos que valeu o investimento.



Quer saber o valor? Deixo aqui para vocês!
Menú Endémica
$155.000 CLP (por pessoa) | 12-18 Pratos
Harmonização com vinhos
$96.000 CLP (por pessoa) | 5-6 taças
Harmonização com sucos
$40.000 CLP (por pessoa) | 5-6 taças
Valor total da nossa conta: $490.600 CLP
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