Alyan: a vinícola do pôr do sol no Valle del Maipo 

Quando acho que já conheci todas as vinícolas mais bonitas do Chile, me surpreendo com mais uma: a charmosa Alyan no Valle del Maipo, aqui pertinho de Santiago. Uma verdadeira descoberta.

Fomos conhecê-la em abril, mas lá voltei várias vezes, inclusive para ver o pôr do sol e gravar o vídeo que vou deixar no final deste post.

Já na chegada, a primeira surpresa: uma linda paisagem de outono. O céu estava limpo e azul, contrastando com a folhagem alaranjada. Um cenário de de filme.

A Alyan é uma vinícola boutique, familiar e cheia de histórias. Para contá-las, quem nos recebeu na porta foi seu atencioso proprietário, Andrés Pérez, que nos acompanhou durante todo o tour, e foi o responsável por eu me apaixonar por mais uma pequena produtora de vinho chileno.

Da combinação dos nomes Alicia e Andrés, seus fundadores, surgiu o nome Alyan. A vinícola foi fundada em 2001 quando começou a construção da casa, com mão de obra local e respeitando as condições naturais do entorno. Um exemplo disso é que toda a madeira da casa vem da reciclagem de barris antigos.

Mas todos estes detalhes tinham um objetivo maior: produzir vinhos de alta qualidade.

 

Dessa meta, surgiu também a ideia de fazer um tour diferenciado, para que os visitantes pudessem viver uma experiência verdadeira. Afinal, muitos são turistas, que buscam curtir o momento com mais tranquilidade e descontração em viagem de férias.

A visita começa na parte externa quando o Andrés aproveita para explicar sobre as características do vinhedo. Sempre preocupado com a qualidade, ele comentou que o ideal é concentrar seu cultivo entre 6 e 12 mil por hectare. As uvas que predominam na Alyan são a Cabernet Sauvignon e a Carménère.

Após percorrer a parte externa, fomos levados para dentro da casa e pudemos perceber um pouco mais os detalhes e o estilo da construção. Continuamos ouvindo boas histórias e fizemos a primeira degustação: um delicioso vinho branco Chardonnay (R$ 9.500). Já dava para nos sentirmos em casa.

O momento seguinte da visita foi o de conhecer a bodega. E mais uma vez, o Andrés fez questão de ressaltar que tudo o que compõe o espaço foi feito na região, valorizando a capacidade dos trabalhadores locais. Também fomos informados da produção da vinícola: 700 mil garrafas por ano, resultado do esforço de toda esta empreitada.

E, entre uma informação aqui, outra história ali, passamos por várias estações e fomos degustando mais vinhos. O destaque foi a segunda parada, quando tivemos uma surpresa, ao entrarmos em um bar em forma de barrica.

O Andrés nos deixou bem à vontade o tempo todo, como se realmente estivéssemos em casa. Mostrou todos os detalhes da adega, com peças trazidas de várias partes do mundo, formando uma coleção de objetos que guardam a memória de todas as viagens da família. Nesse momento, já tinha me perdido quanto aos vinhos degustados. Só me lembro que provei Carménère e Merlot. Andava com a taça na mão e observando aquele lugar cheio de histórias. A degustação é finalizada numa varanda com uma bela vista para o vinhedo e uma tábua de queijos e frutos secos. 

Assim foi a experiência de conhecer mais uma linda vinícola. Ao invés de um tour tradicional, momentos descontraídos em uma visitação que se adapta ao nosso ritmo de perguntas e observação.

Um dia agradável, batendo um bom papo e tomando dos melhores vinhos.

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 Temos vídeo do pôr do sol na vinícola Alyan

 

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