Bate e volta para o Valle Colchagua, no Chile: vale a pena?

Neste post vou contar um pouco da minha experiência de bate e volta para conhecer as melhores vinícolas do Valle de Colchagua, no Chile.

Para início de conversa, este vale fica a pouco mais de duas horas de Santiago de carro, então dá para fazer um bate e volta.

Fiz esse passeio de um dia completo com a agência Sousas Tour.

Tomamos a Ruta 5 que é uma rodovia que corta o país de ponta a ponta. Na altura da cidade de San Fernando, deixamos a rota para entrar no nosso destino, que fica nos arredores da charmosa cidade de Santa Cruz. 

E é nessa região que passamos o dia conhecendo as melhores vinícolas de Colchagua. 

Valle Colchagua – primeira parada: vinícola Montes

Antes mesmo das 10h da manhã já estava chegando da vinícola Montes que figura na 7a  posição das melhores do mundo, segundo o World Best Vineyards 2024

O tour começou às 10h30 em ponto e subimos em um carrinho para conhecer o vinhedo, com a guia explicando o tipo de solo e os tipos de uvas plantados em cada parte do terreno do vinhedo.

Além disso, nos contaram sobre as novas variedades como o Cinsault, Cabernet Franc e outros. 

Depois de percorrer o vinhedo, o tour segue por dentro da vinícola, na área de produção.

Vale lembrar que ao final de fevereiro e início de março começam as colheitas e as tradicionais festas da vendimias.

Primeiro, a guia explicou sobre o processo de produção dos vinhos Montes e logo em seguida entramos na bodega mais famosa de Colchagua. Sabe o porquê da fama? 

Lá dentro toca canto gregoriano e os vinhos “descansam” com música clássica. A vinícola é influenciada pela harmonia do Feng Shui e protegida por anjos, o ícone das garrafas, por isso a música.

Degustamos quatro vinhos, dentre eles o Purple Angel. Durante toda a degustação, a guia explicou sobre os vinhos e a harmonização perfeita para cada um deles.

Enfim, é bem interessante ver a percepção de cada um sobre os vinhos. Eu, como sempre, gosto mais do último (e mais caro) Purple Angel.

Éramos os únicos fazendo esse tour, ou seja, apenas seis pessoas.

Depois passamos na loja para comprar vinhos.

Aproveita e já anota essa dica: geralmente, nessa loja da Montes vale a pena comprar, pois os preços são bem atraentes.

Almoço no Fuegos de Apalta

Após o fim do tour, já na hora do almoço,  fomos comer no restaurante do famoso chef argentino Francis Mallmann, o Fuegos de Apalta.

Para mim é o melhor restaurante do Valle Colchagua e fica no meio do vinhedo da Montes. 

Se for almoçar em Colchagua eu recomendo muito esse lugar; tem até vídeo ele sobre no nosso canal.

Contudo,  é importante ressaltar que o custo do almoço não está incluso no pacote que a agência Sousas Tour oferece.

Com estilo bem moderno, todo aberto, é possível apreciar as parreiras verdinhas e cheias de uvas ao redor e assim estava a paisagem no final de janeiro de 2024.

Mas esse cenário depende da época. No outono, por exemplo, as folhas ficam amarelas, meio avermelhadas também. Já no inverno, fica tudo seco e sem folhas.

Além do restaurante, a cozinha também é aberta e tem uma espécie de churrasqueira no meio, onde você pode acompanhar o processo de produção dos pratos, tudo acompanhado de bons vinhos, portanto vale muito a pena a experiência!

Veja o vídeo do restaurante no nosso canal do Youtube.

Já que estamos imersos em um vale vitivinícola chileno porque não conhecemos mais uma vinícola? 

Valle Colchagua – segunda parada: vinícola Clos de Apalta

Agora vamos para a segunda visita do dia ao Valle Colchagua: a incrível Clos Apalta/Lapostolle.

Essa eu já fui várias vezes e inclusive fiquei hospedada no luxuoso hotel da vinícola, veja o vídeo aqui o vídeo do Hotel Clos Apalta.

A bodega tem o formato de um ninho de passarinho e é possível avistá-la de longe. 

A princípio, nos receberam com uma taça de vinho rosé, ideal para o calorão de janeiro no Chile. 

O tour começa na área externa, mas quando entramos vem a surpresa do design incrível.

O acesso se dá pelo alto de uma escada maravilhosa em formato de espiral que, segundo o guia, remete ao vinho sendo servido na taça.

No meio dessa estrutura, há um pêndulo decorativo que representa o movimento da terra e faz referência ao fato de que a vinícola é orgânica e biodinâmica.

As paredes de pedras foram mantidas para ajudar no equilíbrio da temperatura. 

Dá para perceber que, além de um excelente vinho, a Clos Apalta se preocupa com a conexão da sua atividade com a natureza.

Aprendemos sobre o processo de produção e visitamos a bodega com as barricas onde se guardam os vinhos que serão engarrafados, que também é lindíssima e toda de madeira.

Tour numa das melhores vinícolas do mundo

A Clos Apalta também figura na lista das 50 vinícolas melhores do mundo e é famosa pelos vinhos premiados, inclusive o vinho ícone Clos Apalta levou 100 pontos do crítico James Sucklibng, nas safras 2014, 2015 e 2017.

Depois de conhecer todo o processo de produção do Clos Apalta, fomos para a degustação. Já tínhamos degustado o rosé na chegada e passamos aos tintos: Le Petit Clos 2020 e Clos Apalta também ano 2020. 

Em resumo, só posso dizer uma coisa: sem defeitos, vinhos com estrutura e com corpo.

Ao final da tarde, já era hora de pegar a estrada para voltar para Santiago.

Quando entramos na van, o nosso simpático guia da Sousas Tour, o Jonas, um chileno quase brasileiro, já havia ligado o ar condicionado.

Por volta das 19 horas já estava feliz da vida de volta na minha casinha em Santiago do Chile. 

Para quem tem poucos dias e não tem tempo de passar pelo menos uma noite em Santa Cruz, Colchagua, esse bate e volta vale muito a pena, apesar da distância a experiência de conhecer as melhores vinícolas do mundo é incrível.

Mais informações sobre o passeio

 

 

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