Onde fica e como chegar a Torres del Paine
Nossa hospedagem: Hotel Las Torres
Os melhores passeios em Torres del Paine
Dicas práticas para a sua viagem
Desconto para seguidores
Uma das perguntas que mais recebemos é: “Rosi, é possível conhecer a Patagônia sem ser um atleta e sem ter que fazer grandes caminhadas? A resposta é: sim, é possível e nós vamos te contar tudo agora.
Nesta nossa última viagem a convite do Hotel Las Torres, tivemos a missão de provar que dá para explorar a Patagônia chilena unindo aventura e muito conforto. Se você sonha em conhecer esse lugar, mas tem medo do esforço físico ou da logística, continua lendo este post.
Vídeo completo no nosso canal do Youtube:
Onde fica e como chegar a Torres del Paine
O Parque Nacional Torres del Paine está localizado no extremo sul do Chile, na Região de Magallanes e Antártica Chilena. É o lugar de uma beleza sensacional e declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO e considerado a Oitava Maravilha do Mundo.
Para chegar a esse paraíso saindo do Brasil, o trajeto envolve algumas etapas, mas garantimos que cada quilômetro vale a pena:
- Voo até Santiago: Primeiro você precisa chegar à capital chilena.
- Voo para a Patagônia: De Santiago, você tem duas opções:
- Voar para Punta Arenas: É o aeroporto que funciona o ano todo. O voo dura cerca de 3h30 a 4h. De lá até o parque são cerca de 400 km (aproximadamente 4h30 a 5h de estrada).
- Voar para Puerto Natales: Este aeroporto funciona principalmente na alta temporada (primavera e verão). O voo é direto e a cidade fica a apenas 112 km do parque (cerca de 2h de estrada).

Nossa hospedagem: Hotel Las Torres
Nós, eu e meu marido Flávio ficamos hospedados dentro do Parque Nacional, no Hotel Las Torres que é uma propriedade privada localizada dentro da reserva, aos pés do Maciço Paine. A localização é tão estratégica que as trilhas começam praticamente no quintal do hotel.
Nossa experiência foi no sistema All Inclusive, o que significa ter tudo resolvido: traslados – aeroporto – hotel – aeroporto, todas as refeições, bebidas (open bar) e os passeios com guias bilíngues. É a tranquilidade de só se preocupar em aproveitar a paisagem.
O traslado já é um passeio
Embora nesta última viagem tenhamos chegado por Puerto Natales, vale destacar como funciona a chegada por Punta Arenas, trajeto que fizemos em nossa visita anterior. O grande diferencial é a parada estratégica para almoço na Estancia Cerro Negro, a fazenda histórica da família Kusanovic (proprietária do hotel).
É uma imersão na cultura patagônica antes mesmo de chegar ao hotel. Lá, fomos recebidos com um cordeiro patagônico delicioso e conhecemos a casa-museu da família. É um lugar que transmite uma paz incrível e nos ensina sobre a tradição da criação de ovelhas na região.
O conforto do hotel Las Torres
Ao chegar ao hotel, a beleza da construção em madeira e cores neutras impressiona. Nesta visita de 2025, encontramos novidades: a recepção foi totalmente reformada, está mais moderna e alinhada ao processo de revitalização do hotel.
Nosso quarto era extremamente confortável, com uma vista incrível para as montanhas nevadas e o Cerro Almirante Nieto. O silêncio ali é indescritível, o único barulho que a gente escuta é o do vento que é bastante forte em qualquer época do ano.
Leia aqui: Review completo da nossa hospedagem no Hotel Las Torres

Os melhores passeios em Torres del Paine
Laguna Amarga e Laguna Azul
Começamos o dia com o deliciosa café da manhã do Hotel Las Torres para depois começar o dia de tours. A maioria dos deslocamentos que fazemos dentro do parque é com a van do próprio hotel. Isso facilita muito a vida, pois descemos do carro praticamente de frente para as paisagens, uma forma muito confortável de conhecer as principais paisagens do Parque Torres del Paine.
Nossa primeira parada do dia foi na Laguna Amarga. Tivemos a sorte de pegar um momento sem vento, algo raro na Patagônia, o que nos permitiu ver o reflexo perfeito das três torres na água, a torres mais alta tem 2.850 metros de altura, então dá para imaginar a imponência desse lugar.
Dali, seguimos para a Laguna Azul. É uma caminhada tranquila, sem necessidade de muito esforço. Aproveitamos para observar a fauna local, vimos muitos guanacos e aves. O guia nos contou que, geralmente, venta tanto que a lagoa forma ondas, mas nós pegamos um dia de espelho d’água. Ficamos na torcida para ver um puma, o que é o sonho de todo mundo que visita o parque. A gente não consegue desgrudar os olhos nas belezas desse parque.
Outro ponto que visitamos foi a Cascata Rio Paine. Nos meses de verão, o volume de água é muito maior devido ao derretimento das geleiras, cobrindo essa pedra gigantescas que fica visível no inverno. Lembrando que o nossa visita foi no final de novembro, ainda era primavera, então a pedra ainda estava aparente, veja na foto abaixo. Esse é um passeio de meio período, fizemos na parte da manhã e depois voltamos para almoçar no hotel, já que a nossa diária era all inclusive.



Cultura gaúcha e cavalgada na Patagônia
Na parte da tarde, logo depois do almoço a gente já tinha outro passeio agendado pela equipe do hotel. Momento de conhecer a cultura gaucha e a importância dos cavalos para o local. Vale lembrar que Hotel Las Torres tem uma localização estratégica, é uma propriedade privada dentro do Parque Nacional. Isso significa que a história do hotel começou antes mesmo da criação do parque. E parte dessa história está ligada aos cavalos.
Fizemos uma experiência para conhecer os “arrieros” ou gaúchos e entender a cultura do cavalo na região. Eles são fundamentais para o transporte de mantimentos para os refúgios nas montanhas, onde só se chega a pé ou a cavalo.
É incrível o cuidado que eles têm com os animais. O limite de carga é de 60 kg e os cavalos trabalham 15 dias e descansam outros 15, ficando livres no pasto. Além disso, contam com veterinário, podólogo e até dentista.
Para fechar, fizemos uma cavalgada leve de cerca de duas horas. É uma forma diferente e muito gostosa de apreciar a paisagem do lago Nordenskjöld que tem essa cor incrível. Aliás, aqui cada lago tem uma cor diferente que sempre chama a atenção de tão bonito que é.


Full day no parque Tores del Paine + navegação no Lago Grey
Este com certeza é um passeio imperdível: o full day para conhecer os principais atrativos do Parque Nacional Torres del Paine e na parte da tarde fazer a navegação no Lago Grey. O dia amanheceu mais frio e com bastante vento, o que é super comum por aqui. Na Patagônia, o tempo muda o tempo todo.
Mais uma vez, saímos depois do café da manhã no hotel Las Torres, como este é um dia completo de passeio a gente recebe um pacote com lanche para levar: sanduíche, frutas secas, biscoito de aveia, fruta e outras coisinhas.
Entramos na van e em poucos minutos já fizemos a nossa primeira parada na Laguna Larga que tem vista completa do Maciço Paine – cadeia montanhosa considerada a mais linda do mundo, porém como o dia estava nublado não conseguimos ver a maciço por completo.
Mais uma paradinha dessa vez no Lago Pehoé: que também tem vista frontal para o Maciço Paine, incluindo Paine Grande, Los Cuernos e Almirante Nieto. Essa também é uma paradinha imperdível, pois o azul dessa água deixa a gente encantado. Depois mais uma paradinha para foto no Lago Toro, onde foi feita a foto do rótulo da cerveja Austral que é famosa aqui no Chile.


Como já era do almoço, chegou o momento do nosso piquenique de preparado pelo hotel, com direito a sanduíches, frutas secas e a cerveja artesanal, sucos. Depois fomos para o local da navegação para ver o Glaciar Grey.
Para chegar ao catamarã, passamos por uma ponte suspensa que tem regras de segurança baseadas na velocidade do vento. Se o vento estiver acima de 80 km/h, a passagem é proibida. Nós passamos com segurança e caminhamos até a embarcação, são cerca de 1h de caminhada.
entramos no catamarã e começamos a navegação pelo Lago Grey que tem a cor cinza devido aos sedimentos do glaciar. Por ser uma água turva onde o sol não penetra, não há vida aquática ali. A navegação dura cerca de duas horas e nos leva bem pertinho do Glaciar Grey. É uma emoção indescritível ver a grandiosidade da natureza e os blocos de gelo azulados. Mesmo com o tempo nublado, a vista do Maciço Paine é de tirar o fôlego.
Leia aqui: Como é a navegação no Lago Grey



Salto Grande e Mirador Cuernos
No dia seguinte foi dia de outro destaque que a gente ainda não conhecia – Mirador Cuernos. Mais um dia de muito vento na Patagônia. Começamos o pequeno trekking e a primeira parada foi no Salto Grande, a maior queda d’água do parque. A água que cai ali vem do Lago Nordenskjöld e se junta com a água azul do Lago Pehoé. A força da natureza ali é impressionante. Aproveitamos para fazer fotos e vídeos e seguimos caminho.
Continuamos na trilha até o Mirador Cuernos, o trajeto é todo com a vista para essa montanha gigantesca, mas um caminho impressionante de tão bonito aqui no parque Torres del Paine. A gente sempre vai acompanhando de um guia do hotel que faz toda a diferença, pois ele vai explicando sobre o trajeto, curiosidades do lugar, fala também sobre a flora e fauna, o que faz tudo ter mais sentido.
O vento estava forte e chegando aos avisos de alerta amarelo, mas a vista compensa tudo. Cegaos no mirador Curnos, a vista é magnifica, conseguimos ver o Glaciar Francês e os famosos “Cuernos” do Maciço Paine. É o tipo de lugar onde a gente só consegue agradecer a Deus por ter a oportunidade de conhecer.

Trekking Base Torres
Esse foi um dia de superação. Essa trilha é a mais famosa do parque e começa literalmente na porta do hotel Las Torres, onde ficamos hospedados e isso facilitou muito.
Em 2024, nós encaramos esse desafio. É importante ser sincera com vocês: o trekking para a Base das Torres é exigente. São cerca de 20 km (ida e volta) com subidas íngremes, pedras e muito vento. A média para completar o percurso é de 8 a 10 horas, mas nós, respeitando nosso ritmo, levamos 12 horas.
Foi fácil? Não. O Flavinho sentiu bastante o joelho na descida. Mas quando chegamos lá em cima e vimos as três torres de granito e aquela lagoa turquesa, a emoção tomou conta. Eu chorei de gratidão. É uma daquelas experiências que mudam a gente por dentro.
Se você quiser encarar essa aventura, o hotel Las Torres oferece todo o suporte: guias experientes que foram fundamentais para a nossa segurança e motivação, bastões de caminhada e o lanche de trilha. Temos um post completo contando detalhadamente como foi essa nossa superação aqui no blog. Vale a pena ler se você está considerando fazer essa trilha.
Se você está planejando explorar o parque a pé, é importante entender as diferenças entre os principais circuitos:
- Circuito O: É a experiência completa. Você vai dar a volta em todo o Maciço Paine, caminhando 93 km durante 8 a 10 dias.
- Circuito W: O mais popular. Cobre 76 km e passa pelos destaques como o Glaciar Grey e o Valle del Francés, levando entre 5 e 6 dias.
- Atenção: Para ambos, a reserva nos refúgios (que têm cozinha e banheiro) é obrigatória e deve ser feita com meses de antecedência.
- Trekking Base Torres em um único dia. Foi essa a nossa escolha.
O nosso vídeo no YouTube contando todos os detalhes:


Dicas práticas para a sua viagem
Como se vestir: Não subestime o frio, mesmo no verão. O segredo é vestir-se em camadas, o famoso efeito cebola. Nós usamos roupas da Columbia: segunda pele, fleece, calça-bermuda e uma jaqueta impermeável corta-vento por cima. Botas de trekking impermeáveis são essenciais. E não esqueça do gorro e luvas.
Melhor época para ir: A temporada acontece entre outubro e abril.
- Outubro e Novembro: Ainda é frio, mas a paisagem está linda.
- Dezembro a Fevereiro (verão): Dias longos (o sol se põe depois das 23h), temperaturas chegando a 20ºC, mas com muito vento e pode chever também. É a época com mais mosquitos.
- Março e abril: Começa a esfriar novamente e a vegetação já ganha tons de outono incríveis.
Para quem é este roteiro? O que mostramos aqui prova que Torres del Paine é para todos. Vimos famílias com crianças e pessoas de mais idade aproveitando muito. Com os passeios em van e caminhadas curtas oferecidos pelo Hotel Las Torres, você não precisa fazer os circuitos de trekking pesados, como o W ou o O para ver as belezas do parque.
Nós saímos de lá já com saudade e mais uma vez com a certeza de que a Patagônia Chilena é um dos lugares mais lindos do mundo.
Gastronomia e coquetelaria sustentável do hotel Las Torres
A experiência gastronômica no Las Torres merece um capítulo à parte.
Bar Pionero: O bar foi renovado e está sob o comando do bartender Federico Gil. Ele trabalha com coquetelaria sustentável, usando ingredientes locais e até produzindo gin e whisky dentro do parque.
Dica da Rosi: Não deixe de fazer a aula “Bartender por um dia” para aprender o famoso Sour de Calafate. Diz a lenda que quem prova o calafate, sempre volta à Patagônia.
Restaurante Coirón: O café da manhã é super completo, com ilha de omeletes e doces típicos. O almoço e jantar são à la carte. Em uma das noites, eu pedi entraña e o Flávio foi de cordeiro — estava tudo divino. Mas o meu destaque pessoal foi a sobremesa: arroz con leche, simplesmente o meu preferido da vida.
Horta Orgânica: O hotel possui uma das hortas mais austrais do mundo, onde produzem frutas e verduras usadas nos pratos e drinks. Vale muito a pena a visita para entender o conceito biointensivo que eles aplicam.
Desconto para seguidores
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Nós saímos de lá já com saudade e com a certeza de que a Patagônia Chilena é um dos lugares mais lindos do mundo.
Acessa aqui todo o nosso conteúdo de Torres del Paine
Aqui o vídeo completo do hotel Las Torres:
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