Os melhores e mais lindos passeios no Deserto do Atacama

por Rosi Guimarães

Galerinha, quem me acompanha há mais tempo sabe que essa foi a minha segunda viagem para o Atacama. Da primeira vez, em fevereiro de 2017, fui com a família e realizei um sonho. Dessa vez, fui com a Bárbara Mussili e pude comprovar que o deserto é realmente mágico.

Nosso dia a dia pode ser conferido neste link e vou deixar a listinha de todos os nossos relatos da viagem no final do post.

Escolher os melhores e mais lindos passeios no Deserto do Atacama? É difícil, quase impossível. Mesmo porque depende do gosto de cada um. Nos meus relatos de 2017, escolhi Piedras Rojas e Lagunas Altiplánicas. Dessa vez, tive outra visão e, para minha surpresa, o trekking no Valle de Marte foi um dos melhores. E olha que não sou nenhuma atleta, hein! Mas acho que foi pela surpresa que me aconteceu nesse passeio.

A ideia aqui é contar um pouquinho da experiência com os passeios que não fiz na minha ida em 2017. Tenho certeza que no final do post, se o Atacama ainda não estiver na sua lista de desejos, com certeza entrará.

Vou começar então com o que mais gostei: o trekking no Valle de Marte.

Este é um passeio de meio período, entre 8 e 13 horas. O guia Elias passou no hotel na hora marcada. Lembrando que fizemos todos os tours com a agência FlaviaBia Expediciones. Éramos um grupo pequeno de quatro pessoas. Chegamos no local para começar nossa caminhada de aproximadamente duas horas pela trilha Las Cornisas e recebemos um kit com água, barrinha de cereal, frutos secos, isotônico e chocolate, mais que suficiente para repor as energias.

Antes de começar, o Elias passou as primeiras orientações sobre o trajeto e só depois começamos a subir. A altitude do Valle de Marte é muito parecida com a de San Pedro, cerca de 2.400 m sob o nível do mar. É um bom passeio de fazer no primeiro dia para nosso organismo acostumar com a altura, conforme já comentamos em outros posts.  

O caminho é lindo, o tempo todo avistamos o majestoso vulcão Licancabur ao fundo. Alguns chamam o local de Valle de la Muerte e outros de Marte, porque o explorador francês Gustavo Le Paige não soube expressar bem o nome que ele havia designado em espanhol para o local. Até hoje, as pessoas não sabem se ele chamava o local de Marte ou Muerte.

Ao longo do trajeto, vimos vários amontoados de pedras. O Elias nos explicou que eram apechetas, usadas pelos incas para marcar o caminho e as pessoas ainda seguem com essa prática. O Elias é chileno, especializado em trilhas, e sabe muito da história do local, então, fazer esse passeio com ele foi muito mais que uma simples caminhada porque adquirimos conhecimento. “Viajar é uma necessidade”, ele nos disse.

Seguimos caminhando devagar, parando para algumas fotos e aprendendo sobre o lugar. De repente, chegamos no topo das dunas de areia. Nesse momento, tive a certeza que estava no deserto. Paramos para um lanchinho e, lógico, descemos as dunas de areia correndo. Foi muito legal! Você pode conferir o vídeo nos destaques do Instagram, é só seguir @blognosnochile.

Depois da descida, prosseguimos mais meia hora até o carro e dali fomos para o Valle de la Luna. Foi quando me surpreendi ao superar meu medo. Quando estive nesse lugar em 2017, não tive coragem de entrar na caverna de sal, que é apertada, fechada e escura. Dessa vez já fui avisando que não ia entrar novamente, mas o grupo que estava comigo, um casal de São Paulo, a Bárbara e o Elias não permitiram que eu voltasse e me incentivaram a seguir. Enfrentei meu medo, sempre olhando para trás e querendo voltar, mas fui. Consegui. Com a ajuda e o incentivo deles dessa vez, entrei na gruta e pude ver o quanto ela é linda. Obrigada pelo apoio, sozinha não teria enfrentado.

E nosso passeio terminou com um coquetel delicioso oferecido pela agência FlaviaBia Expediciones e preparado pelo Elias.

Hora de contar de um outro passeio que também gostei bastante: Laguna Cejar

Esse passeio foi uma das novidades nesta viagem. Não conheci as lagunas em 2017. Também é um programa de meio dia, começando às 16 horas e terminando às 20 horas. Nesse tour, conhecemos a Laguna Cejar, os Ojos de Salar e a Laguna Tebinquinche.

Quem nos acompanhou dessa vez foi o simpático guia Genaro, sempre passando informações relevantes. Fomos primeiro na Laguna Cejar que, na verdade, são três pequenas lagoas de águas azuis. Apenas na Piedra é permitido entrar na água e, por isso, a agência FlaviaBia fornece roupão para nossa comodidade. Nos preparamos para entrar na lagoa de sal e não afundar. E foi o que aconteceu: eu a Bárbara comprovamos isso.

Ao sair, ficamos com o corpo todo branco. Genaro explicou que não afundamos por causa da quantidade de concentração de sal na água.

Dali fomos conhecer os Ojos de Salar. O nome é porque a formação natural das duas lagoas redondas, com 18 metros de profundidade, realmente parecem dois olhos. Em uma delas, o banho também é permitido. Não arrisquei porque a única forma de entrar era saltando. Mas, como tem louco pra tudo, o corajoso do Rio de Janeiro entrou…

Entramos de novo no carro e fomos conhecer a Laguna Tebinquinche. Uma lagoa de águas azuis contrastando com o amarelo da vegetação, a coisa mais linda do mundo. E o mais interessante foi ver que, no pôr do sol, a lagoa mudou de cor e ficou rosa. São as surpresas do Deserto!

Terminamos nosso dia com esse cenário e um coquetel delicioso com direito a pisco sour preparado na hora pelo Genaro. Salud!

Outro passeio lindo: Salar de Atacama

Sei que o post está ficando grande, mas não posso deixar de contar do nosso tour para o Salar de Atacama. Também fizemos esse passeio com o guia Genaro. Primeiro, passamos pela cidadezinha de Toconao, um povoado de cerca de 1.500 habitantes, onde tivemos a oportunidade de ver artesanato local e construções de madeira de cacto.

Depois fomos conhecer a Laguna Chaxa, onde vimos flamingos e o pôr do sol mais lindo do deserto. Essa lagoa está dentro do Salar de Atacama e tem tanto sal, que dá sensação de estar caminhando na neve. Também existem outras espécies de aves e a grande concentração de sal dessa lagoa propicia o desenvolvimento de algumas algas que servem de alimento, por isso eles estão sempre por aí e podem ser visto bem de pertinho.

Mais um tour finalizado com um lindo coquetel. Como eu disse, difícil escolher o melhor passeio, mas vou deixar aqui no final a lista de todos os tours que fizemos no Deserto do Atacama para você escolher e, se não conseguir, faça todos!

Um dos destinos que eu ainda não conheço é Salar de Uyuni, o pessoal do blog Suas próximas viagens esteve lá e tem um Guia completo sobre o Salar de Uyuni.

Fizemos todos os nossos passeios  em parceria com a agência FlaviaBia Expediciones. Você pode fazer um orçamento e garantir um desconto exclusivo para os leitores do Nós no Chile. Clique aqui. 

Outros posts do Deserto do Atacama que você vai gostar de ler:

 Texto revisado por Bárbara Mussili, criadora do blog Refúgio Ameno

  • Fotos: Bárbara Mussili

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