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Roteiro completo de 6 dias no Deserto do Atacama

Roteiro completo de 6 dias no Deserto do Atacama
Índice

Onde se hospedar no Deserto do Atacama

Dia 1 – Chegada em San Pedro de Atacama e Vale da Lua

Dia 2 – Café da manhã no Magic Bus, Lagunas Baltinache e vinícola Ayllu

Dia 3 – Manhã livre e tarde de Vale do Arco-Íris

Dia 4 – Termas de Puritama e Laguna Cejar

Dia 5 – Geysers del Tatio e restaurante Ephedra

Dia 6 – Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas

Agência parceira no Deserto do Atacama

Viajar para o Deserto do Atacama é viver uma das experiências mais incríveis do Chile.
Paisagens surreais, formações rochosas coloridas, lagunas de sal, gêiseres, vinhos produzidos em plena aridez e até neve — tudo isso você pode conhecer em poucos dias.

Eu e meu marido Flávio estivemos novamente no Deserto do Atacama e neste post, eu compartilho o nosso roteiro completo de 6 dias no Atacama, com todos os detalhes de cada passeio, nossas experiências e muitas dicas para aproveitar ao máximo.

Onde se hospedar no Deserto do Atacama

Escolher onde ficar no Deserto do Atacama pode parecer simples, mas não é tão fácil assim. As opções são muitas — desde hostais e pousadas mais econômicas até hotéis sofisticados e resorts incríveis — e os preços variam tanto quanto as temperaturas do deserto.

Como San Pedro de Atacama é um dos destinos mais visitados do Chile, a alta demanda faz com que as hospedagens mais centrais tenham diárias mais elevadas. Ainda assim, a concorrência é grande e isso ajuda a equilibrar um pouco os valores.

O mais interessante é que o Atacama recebe todos os perfis de viajantes: dos mochileiros que buscam algo prático e acessível aos que preferem conforto e experiências mais exclusivas. Por isso, vale dedicar um tempinho à pesquisa para encontrar o lugar que mais combina com o seu estilo de viagem. Vamos deixar algumas opções:

Hotel Terrantai Lodge

Hotel La Casa de Don Tomás

Hotel Noi Casa Atacama

Hotel Desértica

Hotel Jardin Atacama

Leia aqui o post completo: As melhores opções de hospedagem no Deserto do Atacama

Dia 1 – Chegada em San Pedro de Atacama e Vale da Lua

Nosso roteiro pelo Deserto do Atacama começou cedo, com um voo da Latam saindo de Santiago rumo a Calama — são cerca de duas horas de viagem. No aeroporto, o transfer da agência Ayllu Atacama já estava nos aguardando. O trajeto até San Pedro leva mais ou menos duas horas de carro, e antes das 11h da manhã já estávamos no nosso hotel, o Terrantai Lodge — um charme no coração de San Pedro, com localização perfeita e atendimento impecável.

Como nosso quarto já estava pronto, pudemos fazer o check-in antecipado e começar o dia com calma. Esse primeiro dia é ideal para se adaptar à altitude — San Pedro de Atacama está a cerca de 2.400 metros acima do nível do mar, então vale pegar leve nas atividades e se hidratar bastante.

Durante a manhã, aproveitamos para passear sem pressa pelo centrinho. O povoado de San Pedro é uma graça: ruas de terra batida, lojinhas de artesanato, cafés, restaurantes e aquela vibe única do deserto. Vale visitar a Igreja de San Pedro, conhecer a feirinha de artesanatos e provar um dos sorvetes exóticos da cidade — tem até sabores de quinoa e coca!

Na parte da tarde, começamos oficialmente os passeios pelo Atacama com um tour clássico e imperdível: o Vale da Lua e o Vale de Marte, conduzido pelo nosso guia Pierre, da Ayllu. Esse é o passeio ideal para o primeiro dia, já que tem menor altitude. Fizemos uma caminhada leve com vistas espetaculares dos vulcões da região, incluindo o imponente Licancabur, que domina o horizonte com seus 5.600 metros de altura.

O cenário do Vale da Lua é simplesmente surreal — dunas, formações rochosas e uma paleta de cores que muda conforme a luz do sol. Encerramos o dia no Vale de Marte, brindando o pôr do sol com um piquenique delicioso preparado pela agência. Um final perfeito para o primeiro dia no deserto mais seco do mundo.

Guia completo para fazer aluguel de carro em Calama e explorar o Atacama com liberdade
Mesa do piquenique Ayllu

Neste vídeo mostramos nosso voo e o hotel Terrantai em San Pedro:

Dia 2 – Café da manhã no Magic Bus, Lagunas Baltinache e vinícola Ayllu

O dia começou bem cedo — saímos do hotel às 6h30, enfrentando o frio típico do deserto, com apenas 4°C. Como o café da manhã do hotel só começa às 7h30, avisamos na recepção e eles prepararam um “pré-café” para quem sai antes: frutas, sucos, pães e café quentinho. Tomamos apenas um café preto e seguimos viagem.

Mas o verdadeiro café da manhã foi em um cenário simplesmente inesquecível: o Magic Bus, um dos lugares mais icônicos do Deserto do Atacama. A agência Ayllu, com quem fizemos todos os passeios, preparou uma mesa linda, com pães, ovos mexidos, frutas e até croissants — tudo servido ao nascer do sol. Um momento mágico, no silêncio absoluto do deserto.

Depois desse café delicioso, seguimos para as Lagunas Escondidas de Baltinache, um conjunto de sete lagoas de um azul-turquesa impressionante, cercadas por sal branco e brilho intenso. Em uma delas é permitido entrar na água e flutuar, graças à alta concentração de sal. Mesmo com o frio, não resisti a dar um mergulho rápido — a água estava geladíssima! É tanta salinidade que a gente não afunda e sai da água toda branca de sal. O local conta com boa estrutura, com banheiros e vestiários limpos, ideais para um banho rápido antes de seguir o passeio.

O almoço foi servido ali mesmo, preparado com todo o carinho pela equipe da Ayllu: quinoto com atum e molho de maracujá, acompanhado de vinho rosé e, para fechar, uma sobremesa deliciosa — sorvete no meio do deserto. Tudo impecável.

Voltamos ao hotel para um banho caprichado e, no fim da tarde, seguimos para uma experiência única: a visita à vinícola Ayllu, considerada a mais alta do Chile. Localizada no vilarejo de Toconao, ela produz cerca de 12 mil garrafas por ano em um projeto cooperativo que reúne 19 pequenos produtores locais. Durante a degustação, provamos três vinhos — um rosé e dois tintos — e aprendemos como é possível cultivar uvas de qualidade em plena aridez do Atacama.

Encerramos o dia voltando para o hotel por volta das 19h, cansados, mas completamente encantados com tudo o que vivemos.

Dia 3 – Manhã livre e tarde de Vale do Arco-Íris

No terceiro dia de viagem, o corpo já começa a sentir um pouquinho o cansaço do ritmo intenso dos passeios no Atacama. Então, resolvemos começar o dia com mais calma — acordamos mais tarde e aproveitamos um café da manhã tranquilo no hotel.

Depois, aproveitamos a manhã para dar uma volta por San Pedro de Atacama e gravar um vídeo com várias dicas práticas para quem vai viajar ao deserto: onde trocar dinheiro, onde comprar água e lanches, o que encontrar no comércio local e alguns dos restaurantes que mais gostamos por lá.

Nosso passeio com a agência Ayllu começou apenas à tarde — e foi uma verdadeira aula de geologia. A primeira parada foi em Hierbas Buenas, onde observamos os petroglifos, desenhos pré-históricos gravados nas rochas, enquanto o nosso guia Pierre explicava de forma fácil de entender sobre as formações geológicas da região.

Em seguida, seguimos para o Vale do Arco-Íris, um dos lugares mais coloridos e surpreendentes do Deserto do Atacama. O nome não poderia ser mais justo: as montanhas têm tons de verde, vermelho, branco e ocre, resultado da mistura de diferentes minerais. O Pierre contou que, há cerca de 150 milhões de anos, essa área era fundo de mar — e hoje está a 3.100 metros de altitude.

Para encerrar o dia, a equipe da Ayllu preparou um piquenique delicioso com vinho ícone da Vinícola Ayllu, empanadinhas e doces, tudo isso com vista para as montanhas coloridas e a lua surgindo no horizonte. Um espetáculo de cores no fim da tarde.

Agora, falando sinceramente: se você tem poucos dias no Atacama, esse passeio pode ficar de fora do roteiro. Nós escolhemos fazer porque já era a nossa quinta vez no deserto e ainda não conhecíamos o Vale do Arco-Íris. É um passeio bonito e interessante, mas há outros bem mais imperdíveis para quem está indo pela primeira vez.

Veja aqui o nosso Guia prático do Deserto do Atacama:

Dia 4 – Termas de Puritama e Laguna Cejar

O nosso quarto dia no Deserto do Atacama foi dedicado a relaxar. As Termas de Puritama são, sem dúvida, um passeio que precisa estar no seu roteiro — é um dos meus lugares preferidos de todo o deserto.

Saímos do hotel um pouco mais tarde, por volta das 9h, e seguimos rumo às termas, que ficam a cerca de 3.500 metros de altitude. O local é formado por sete piscinas naturais de água quente, com temperaturas entre 28 °C e 31 °C — perfeitas para aproveitar mesmo com o frio típico da região.

E aqui vai uma dica essencial: não esqueça de levar roupa de banho na mala!

Como fomos em junho, época de baixa temporada, tivemos a sorte de encontrar o lugar praticamente vazio. Acredito que, como muita gente prefere visitar as termas à tarde, pela manhã elas ficam bem mais tranquilas — o que torna a experiência ainda mais especial.

Entrar na água quentinha enquanto o ar gelado do deserto circula ao redor é simplesmente delicioso. Depois do banho relaxante, a equipe da agência Ayllu preparou um almoço impecável: ceviche de salmão com milho atacamenho e outras delícias servidas com todo capricho, num cenário incrível.

À tarde, seguimos para o passeio das Lagunas do Salar de Atacama. A primeira parada foi na Laguna Tebinquinche, famosa pelo reflexo perfeito do vulcão Licancabur nas suas águas. Em seguida, visitamos a Laguna Piedra, onde é permitido o banho — e, claro, eu não perdi a oportunidade de entrar, mesmo com a água gelada! A concentração de sal é tão alta que a gente simplesmente não afunda.

Encerramos o dia com um pôr do sol inesquecível: vinho, sanduíche artesanal e vista para o vulcão. Um verdadeiro luxo natural, em um lugar quase exclusivo e silencioso. Foi o fechamento perfeito para um dia de pura tranquilidade no Atacama.

Dia 5 – Geysers del Tatio e restaurante Ephedra

Sem dúvida, esse foi o dia mais frio da viagem — e também o que começou mais cedo! Acordamos às 4h30 da manhã para um dos passeios mais famosos e impressionantes do Atacama: os Geysers del Tatio, localizados a 4.350 metros de altitude.

Como sabíamos da altura e das temperaturas extremas, fomos bem preparados. Durante o trajeto, tomamos pequenos goles de água o tempo todo (mesmo de madrugada!), o que ajuda muito a evitar o mal da altitude.

Chegamos aos Geysers com -6ºC, o que é até “tranquilo” para o local — o nosso guia Pierre contou que já enfrentou até -24ºC! Em uma viagem anterior, nós pegamos -12ºC, então dessa vez foi mais leve. No vídeo desse dia mostro direitinho as camadas de roupa que usei, e já adianto: mesmo no verão, aqui faz frio de verdade.

Dica: esse com certeza vai ser o passeio que você vai sentir mais frio no Deserto do Atacama, por isso é importante vestir camadas e usar luvas, cachecol e gorro bem quentinho.

É lindo observar o fenômeno: a água fervente que sai do subsolo e, ao encontrar o ar gelado, forma colunas de vapor gigantescas, criando uma paisagem surreal. É por isso que o passeio começa tão cedo — é justamente no nascer do sol que o contraste de temperatura é mais forte e o espetáculo é ainda mais impressionante.

O Pierre explicou que esse campo geotérmico é o terceiro maior do mundo e o mais alto do planeta. É importante seguir todas as orientações de segurança, já que a água chega a 85ºC. Caminhamos com calma, ouvindo as histórias e curiosidades sobre o lugar, e foi uma verdadeira aula sobre a força da natureza.

Depois da visita, a agência Ayllu preparou um café da manhã exclusivo, com aquela vista de tirar o fôlego. Tinha de tudo: pães, ovos, croissants, frutas e até bolo de chocolate — um mimo delicioso no meio do deserto. Foi um momento inesquecível, cheio de emoção e gratidão por viver essa experiência.

Almoço no restaurante Ephedra

Como o passeio termina por volta do meio-dia, aproveitamos o restante do dia para conhecer um restaurante muito especial em San Pedro: o Ephedra, que é uma verdadeira joia gastronômica do deserto.

Depois do passeio aos Geysers, seguimos para viver uma experiência totalmente diferente — e deliciosa — no restaurante Ephedra, um verdadeiro refúgio gastronômico em meio ao deserto. O local fica a cerca de 15 minutos do centrinho de San Pedro de Atacama e é o tipo de lugar que conquista desde a chegada.

O restaurante combina sabores atacamenhos com alta gastronomia, em um menu degustação harmonizado com vinhos de pequenos produtores chilenos. Cada prato é uma surpresa: criativo, cheio de técnica e com uma apresentação impecável.

Fomos recebidos pelos próprios proprietários, o chef Sergio Armella e a Carolina Colque, que fazem questão de acompanhar de perto cada detalhe da experiência. A atenção, o carinho e a vista espetacular para o vulcão Licancabur tornam o almoço ainda mais memorável.

Foi uma daquelas experiências que a gente não esquece — uma verdadeira imersão nos sabores e na essência do Atacama.

Instagram do restaurante Ephedra

Leia aqui: Os melhores lugares para comer no Deserto do Atacama

Dia 6 – Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas

Nosso último dia no Atacama foi daqueles que a gente guarda pra sempre na memória — com paisagens incríveis, emoção e até neve!

Saímos bem cedinho do hotel, às 6h da manhã, com o termômetro marcando apenas 1ºC. O nosso guia Pierre já tinha avisado que seria um dia de muito frio, então fomos bem agasalhados. E não é que o deserto nos surpreendeu com neve nos vulcões? Uma imagem inesquecível!

A primeira parada foi no Trópico de Capricórnio, onde tomamos mais um café da manhã delicioso, preparado com todo o carinho pela equipe da agência Ayllu. Enquanto o sol nascia, as montanhas ao redor estavam branquinhas de neve — um cenário de filme!

Depois seguimos para Piedras Rojas, um dos lugares mais bonitos de todo o deserto. E dessa vez, com neve! As pedras avermelhadas contrastando com o branco e o azul das lagoas formavam uma paisagem surreal. Mas também foi o dia com mais vento e gelado da viagem — por mais que estivéssemos bem agasalhados, o vento cortante nos acompanhou o tempo todo.

Nas Lagunas Altiplânicas, o vento era tão forte e caía uma neve fininha, que a gente mal conseguia caminhar. Mesmo assim, foi uma experiência incrível, dessas que mostram como o Deserto do Atacama é surpreendente em qualquer estação do ano.

Depois do almoço, seguimos para o aeroporto de Calama para embarcar de volta pra casa, em Santiago. Encerramos a viagem com o coração cheio de gratidão por todos os momentos vividos nesse lugar tão mágico.

Dicas para aproveitar o Atacama

  • Melhor época: o ano todo é possível visitar, mas entre maio e setembro o clima é mais frio, então precisa caprichar na mala com roupas de inverno.
  • Agência: todos os passeios foram feitos com a Ayllu, gostamos muito e recomendamos, oferece roteiros exclusivos e experiências gastronômicas incríveis.
  • Altitude: os primeiros dias podem causar cansaço ou dor de cabeça, então beba muita água e evite álcool nas primeiras 24h.
  • O que levar: no inverno, roupas de frio em camadas, toucas, luvas e cachecol, protetor solar, óculos escuros, chapéu e roupas de banho (sim, você vai precisar). E no verão: chapéu para proteger do sol e roupas mais leve, mas também precisa das roupas de frio para o passeio dos Geysers.

Aqui temos informações importante para quem viaja para o Atacama. Foram seis dias intensos e inesquecíveis no Deserto do Atacama. Cada amanhecer, cada paisagem e cada pôr do sol nos lembraram o quanto esse lugar é único no mundo. O Atacama emociona, surpreende e nos faz sentir pequenos diante da grandiosidade da natureza.

Se o Deserto do Atacama ainda está na sua lista de viagens, vá sem medo — e de coração aberto. Lá, o tempo parece desacelerar e a gente se conecta com o essencial: o silêncio, o céu estrelado, a força das montanhas e a beleza do inesperado.

Voltei com o coração cheio de gratidão e a certeza de que, mesmo depois de várias visitas, o Atacama sempre tem algo novo pra mostrar. E se essa for a sua primeira vez, prepare-se: ele vai te conquistar pra sempre.

Agência parceira no Deserto do Atacama

Escolher uma boa agência no Deserto do Atacama faz toda a diferença na experiência. Fizemos todos os nossos passeios com a Ayllu Atacama, e simplesmente amamos! O atendimento foi impecável — super atencioso, pontual e cheio de detalhes que tornam cada passeio ainda mais especial.

A equipe prepara cafés da manhã, piqueniques e almoços incríveis, sempre em cenários de tirar o fôlego e com aquele toque exclusivo que é a marca registrada da Ayllu. Além disso, os guias são super experientes, apaixonados pelo que fazem e cheios de histórias e curiosidades sobre o deserto.

E tem vantagem para quem é da nossa comunidade. Seguidores do Nós no Chile ganham desconto exclusivo usando o cupom NOSNOCHILE.

Aproveita para ver nosso vídeo dos melhores passeios no Deserto do Atacama:

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Rosi Guimarães

Relações Públicas e criadora do Nós no Chile, projeto que nasceu em 2014 quando deixamos Belo Horizonte para viver em Santiago. Desde então, transformei minha paixão por viagens e vinhos em uma marca que inspira milhares de brasileiros a conhecer o Chile. Já visitei quase 100 vinícolas e compartilho dicas práticas e atualizadas sobre hospedagem, gastronomia, vinhos, neve e roteiros pelo país, sempre com a experiência de quem vive aqui há mais de uma década.

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