Museo Chileno de Arte Precolombino, o coração da América em Santiago

Para aqueles que curtem ir além na sua experiência de viagem, podemos garantir: o Museo Chileno de Arte Precolombino é fascinante!

Não é a toa que seu novo slogan é ser o coração da América.

E não é só a gente que ama, pois a instituição acaba de ganhar dois prêmios 2018 Travelers’Choice pelo Trip Advisor:

  • 1o lugar na categoria Os 10 museus mais populares do Chile
  • 15o lugar na categoria Os 25 museus mais populares da América do Sul

Quer saber o motivo?

Primeiro é preciso explicar que o museu foi fundado em 1981, a partir de um acervo pessoal, no chamado Palacio de la Real Aduana,  com localização no centro histórico de Santiago.

Este antigo edifício tem relação com o final do período da colonização espanhola, mas o que está dentro dele é muito anterior a isso e ao próprio Colombo –  daí seu nome. Mais especificamente 14.000 anos atrás, quando começou a ocupação do território chileno  por seus primeiros habitantes.

A visita começa pelo subsolo, com a exposição permanente chamada Chile antes de Chile, na sala Minera Escondida.

A entrada do museu já é impactante devido à iluminação. Porém, antes de percorrê-la, dê uma olhadinha na linha do tempo e se surpreenda com a diversidade dos povos originários que viveram e deixaram seus vestígios por aqui.

A sala possui verdadeiros tesouros, organizados pelas regiões habitadas pelos respectivos povos.

É muito curioso ver os objetos e imaginar, por exemplo, como viviam os atacamenhos no deserto, os incas no centro ou os mapuches no sul do território.

Enfim, são muitos detalhes, mas o destaque da sala vai para os chemamülles, estátuas gigantes que se colocava sobre as tumbas dos guerreiros mapuches para representar seus espíritos.

Nível 2: América Pré-Colombiana

Logo depois de explorar o espaço correspondente ao Chile, o nível 2 do edifício amplia os horizontes para a América Pré-Colombiana.  Mais de oito salas  dividem as obras de arte também por regiões e culturas.

Já na sala Obras Maestras, a recepção é por conta de uma escultura de pedra possivelmente do início da era cristã, encontrada na Colômbia.

Além dela, também tem a impressionante estela, uma pedra talhada em baixo relevo com a figura do que seria um guerreiro-rei, encontrada em Aguateca, cidade de origem maia.

Mais adiante, também é possível conhecer uma sala de tapeçaria com peças minuciosamente trabalhadas, a prataria dos mapuches ou a cerâmica diferente dos povos de Nazca, no Peru, entre muitas outras preciosidades.

Além disso, você  vai se surpreender com a parte que nos orgulha também: a nossa cerâmica representando a cultura marajoara da Ilha de Marajó com sua presença marcante em uma vitrine dedicada ao Amazonas.

É impossível não ficar maravilhado com todo o material do Museo Chileno de Arte Precolombino e a história da arte de civilizações tão antigas.

Nele se aprende não somente sobre a identidade chilena, mas também a nossa própria identidade como latino-americanos.

Logo, é um programa imperdível.

Para chegar ao Museo Chileno de Arte Precolombino, no centro de Santiago, é muito fácil.

De metrô, é só saltar na estação Plaza de Armas da linha 5 e, ao sair, seguir pela calle Companhía até o museu na calle Bandera, 361.

Dias e horários de funcionamento do Museo Chileno de Arte Precolombino:

  • Terça à domingo: 10 às 18h
  • Entrada: $ 6.000 para estrangeiros (primeiro domingo de cada mês grátis!)
  • Visitas guiadas em espanhol. Você pode consultar os horários  por e-mail.

Por fim,  o museu ainda oferece exposições temporárias e conta com cafeteria e loja.

Você também pode combinar o passeio com a Plaza de Armas e conhecer a Catedral Metropolitana de Santiago.

 

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Comentários

  1. Quando fui a Santiago, o museu estava quase se do reaberto depois de uma grande reforma. Agora, planejando a viagem, vi que ele está parcialmente fechado porque houve uma grande queda de visitantes e não há mais dinheiro pra manter iluminação, pessoal e limpeza. Estou incrédulo que um museu tão importante para a cidade está nessa condição. Tomara que a campanha de financiamento funcione!

    1. Oi Alexandre,
      Uma pena mesmo. com a baixa de turistas, os museus foram bastante afetados.
      Vamos torcer para a retomada!
      Um abraço!