Roteiro de 3 dias completos em Buenos Aires

por Rosi Guimarães

Eu sei que o blog é sobre o Chile, mas estivemos em Buenos Aires e nos encantamos com a cidade. Então, por que não escrever sobre esta viagem? Já temos posts de Mendoza em que conto sobre a nova travessia para Bariloche. Aos pouquinhos, a Argentina está conquistando meu coração. 

Sei também que três dias em Buenos Aires é muito pouco, mas foi o que deu para fazer nesta nossa primeira viagem à cidade portenha. Então já vou avisando: gostamos tanto que vai ter uma próxima vez. Pode aguardar!

Como foi uma viagem em família, pensamos num roteiro bem completo da cidade de Buenos aires e que agradasse a todos, coisa difícil, né? Mas vamos lá! Muita gente acompanhou nossa viagem pelos stories do @blognosnochile e deixei salvo nos destaques.

Dia 1 – Quinta-feira – Nossa chegada na cidade de Buenos Aires

Chegamos numa quinta-feira à noite. Escolhemos um airbnb no bairro Recoleta. Gostamos muito do bairro, perto de tudo: supermercado Jumbo, metrô, padarias e restaurantes. Antes de viajar, entrei em contato com a Sthephanie do @ondasbuenas que nos ofereceu o transfer aeroporto – hotel – aeroporto, um passeio de tango e uma assessoria. Ela foi até o airbnb nos receber, entregar o kit de boas-vindas, passar várias dicas e explicar um pouco de como as coisas funcionam em Buenos Aires. As dicas de quem mora realmente fazem toda a diferença.

Transfer 

Quando chegamos no aeroporto e conectamos o wi-fi, já havia uma mensagem do Patrício da equipe @ondasbuenas avisando que estava nos esperando. Tudo certinho! Em menos de quarenta minutos chegamos no nosso airbnb.

O kit de boas- vindas

Achei o kit bem completo, com tudo que você precisa: chip de celular com crédito, cartão para o transporte público (ônibus e metrô), adaptador (imprescindível na Argentina), mapas com sugestão de roteiros para cada dia, deliciosos alfajores e ecobag (também muito importante, já que em BsAs não se utilizam sacolas plásticas).

Depois de um bate papo descontraído com a Sthephanie, ainda deu tempo de sair caminhando para conhecer o Centro Cultural de Recoleta. Que lugar bacana! Entrada grátis e funciona até 22 horas. Bonito, colorido, alegre e cheio de pessoas dançando. 

Ali pertinho também fica o Terrazas – um espaço cheio de bares, música eletrônica e muitas opções de cervejas. Como estávamos cansados, preferimos um lugar mais confortável e silencioso para comer, então escolhemos o Restaurante Laconda, um restaurante de massas localizado na rua do nosso airbnb. Pequeno, intimista e com muitas opções de vinhos. Atendimento ok e comida muito boa. Pagamos $ 3.500 pesos argentinos. Pedimos três pratos, vinho, água e sobremesa.

Dia 2 – Sexta-feira – Centro de Buenos Aires

Tomamos café da manhã numa das diversas padarias de Recoleta. Para os quatro, o valor foi de $ 500 pesos. Com a barriguinha cheia, roupa confortável e tênis, saímos para bater perna pelo centro da cidade. Seguimos o roteiro e o mapa que a Sthephanie nos entregou e foi muito fácil. Pegamos um táxi até a Plaza de Mayo, passamos pela Casa Rosada, pelo Banco de La Nación Argentina. Depois fomos para a Catedral Metropolitana, a famosa igreja do Papa Francisco.

Dali passamos pelo Museu Cabildo e fomos caminhando até o Café Tortoni que, apesar de ter sido muito recomendado, não gostei. Cheio, com fila para entrar, atendimento ruim e o local está bem caidinho. É aquele ponto turistão, que todo mundo vai, mas eu não voltaria. Ninguém aqui de casa gostou.

Seguimos caminhada até a Plaza do Congresso. A fome bateu e fomos a um restaurante também indicado no mapa do @ondabuenas: Parrilla La Peña, especializado em carnes. O local é simples, mas a comida estava bem saborosa e farta. De entrada veio uma empanada para cada pessoa e uma cesta de pães. Os pratos são bem-servidos e dá para dividir facilmente. Local aprovado por todos. Yasmim não come carne e ficou bem feliz com a saladinha que pediu. Valor da nossa conta: $ 3.300 pesos argentinos.

Depois do almoço: sorvete também muito bom na Sorveteria Cadore e caminhada pela Avenida Corrientes. Quantos teatros e livrarias nessa rua! Aliás, isso me chamou muito a atenção, deu para perceber que a cidade respira cultura. Na minha próxima ida, quero assistir uma peça de teatro que não consegui dessa vez, mas pelo menos comprei um livro: La Sal, de uma jovem autora argentina, Adriana Riva.

Seguimos caminhada pela Corrientes e chegamos até o Obelisco e o letreiro de plantas. Infelizmente, não conseguimos cumprir duas programações: ir ao Teatro Colón e fazer um passeio de barco para ver o pôr do sol. Uma forte chuva que caiu na cidade atrapalhou o roteiro. Arthur e Flávio aproveitaram para ir conhecer os Museo Beatle.

À noite, fomos conhecer o bar de vinhos Vico. A proposta do lugar é bem bacana: você recebe um cartão e o consumo é um self-service de vinhos. A comida estava boa, mas o atendimento deixou a desejar. O garçom nos apressou para irmos embora. Nossa conta neste dia: $ 2.300 pesos argentinos.

Dia 3 – Sábado – Parques de Buenos Aires

Pegamos o metrô e descemos bem próximo ao Jardim Botânico. O parque é bacana, mas dá para tirar da lista se tem pouco tempo. Dali, caminhamos até o Rosedal, passando pelo Ecoparque (antigo zoológico). Confesso que fiquei surpresa com a beleza e a manutenção dos parques de Buenos Aires. O Rosedal me surpreendeu e nem era primavera. Aproveitamos para passar no Polo Gastronômico Arcos de Rosedal e tomar um sorvete delicioso na Luccianos. Queria ter ido no Parque Japonês, mas Arthur e Yasmim já estavam cansados de caminhar.  

Escolhemos almoçar num restaurante que também foi muito indicado: El Sanjuanino. Mas… não gostei. A empanada é bem boa, porém a comida não achei nada de espetacular, sem contar que tinha uma música super alta que nem deixava a gente conversar.  Do lado do El Sanjuanino fica o restaurante Fervor que eu também queria conhecer, mas, nesse dia, colocamos em votação na família e eu perdi. Não voltaria no El Sanjuanino. Da próxima vez, vou no Fervor. Nosso almoço nesse dia custou $ 2.200 pesos argentinos.

E chegou a hora de conhecer o Malba – Museo de Arte Latinoamericano. Imperdível, não pode faltar na sua lista. Estava com uma exposição do brasileiro Ernesto Neto Soplo, perfeito! 

Um outro local que você tem que ir é na Livraria El Ateneo, que funciona no antigo teatro Gran Splendid. Lugar belíssimo. Vale uma paradinha para o café na cafeteria que fica onde anteriormente era o palco do teatro.

Dia longo este! Pegamos um táxi para a Floralis Genérica, uma flor gigante feita de aço inoxidável. A Sthephanie já tinha dado a dica sobre várias feirinhas espalhadas pela cidade aos sábados. E não é que ainda conseguimos passar pela de Recoleta?

Noite de Tango!

Viajamos sem a intenção de ver uma apresentação de tango, mas depois pensei: não podemos ir embora sem essa experiência. Então, eu e Flávio decidimos aceitar o convite do Ondas Buenas. Confesso que fui sem muitas expectativas, pois as opiniões são as mais diversas possíveis. Assistimos a apresentação do Tango Porteño e achei que valeu muito a pena. Me pareceu mais uma peça de teatro que uma apresentação de dança. Dinâmico e alegre. E antes ainda teve um jantar e vinho à vontade. Jantamos e assistimos o show em um lugar privilegiado.

Dia 4 – Domingo – La Boca, San Telmo, Palermo e Puerto Madero

O domingo foi reservado para passear com o fotógrafo @hendersonmoret. Este dia foi eleito o melhor dia da viagem por toda a família. Fizemos muitas coisas e o roteiro sugerido agradou a todos.

O Henderson é brasileiro, mora em Buenos Aires e oferece serviço de fotografia. Se quiser fazer um lindo ensaio fotográfico com seu amor, sua família ou sozinho(a), entre em contato com ele.

Começamos o dia no estádio La Bombonera, pois era o desejo do Arthur. A entrada custou $ 550 por pessoa, a tarifa mais barata, mas nem achei que precisaria de ser a mais cara que dá direito a colocar os pés no gramado. Importante: não é necessário comprar as entradas com antecedência. Visitamos o museu, a arquibancada e assistimos um pequeno vídeo que mostra a paixão pelo time. La Boca é um bairro que respira futebol, todo pintado de azul e amarelo.

Dali, caminhamos até o Caminito, que fez toda a diferença por estarmos com o Henderson. Como ele conhece bem o local, nos levou em vários cantinhos interessantes. 

Bem ao lado do Caminito, está a Fundación Proa, um prédio branco, todo moderno, que contrasta com as cores do lugar. É um espaço de exposições, que também tem uma livraria e uma cafeteria com uma linda vista no último andar.

Foto: Henderson Moret

Depois, pegamos um táxi e fomos para San Telmo, onde tínhamos uma reserva no restaurante Nápoles. Uau! O lugar, especializado em massas, é uma mistura de antiquário com restaurante. Ficamos surpresos quando entramos e nos deparamos com um senhor literalmente colocando as mãos na massa e preparando-as.  Pagamos $ 3.500 pesos argentinos. Vinho, quatro pratos, água e café. Atendimento excelente e comida deliciosa. Voltaria com certeza.

Em seguida, fomos bater perna no Mercado de San Telmo, um polo gourmet misturado com lojas de antiguidades, frutas e temperos. Enfim, uma mistura que eu amo nos mercados e esse lugar fisgou meu coração. Ficaria ali o resto da tarde. Sou daquelas que troca shopping por mercado fácil, fácil. Caminhamos pela Feirinha de San Telmo, tiramos foto com a Mafalda. Entramos em várias galerias interessantes e que nos renderam lindas fotos. 

Foto: Henderson Moret

Mais um táxi, desta vez para Palermo Soho. Caminhamos por ruas cheias de grafites. Fizemos lindas fotos também. Este bairro me interessou muito: já decidi minha próxima hospedagem na cidade. Cheio de bares, cafeterias, sorveterias e livrarias. Tudo que eu amo nessa vida! Foi numa livraria aqui em Palermo – Libros del Pasage que eu comprei o livro que falei com vocês lá no começo do texto. 

Foto: Henderson Moret

O post já está enorme, mas estou terminando. Finalizamos o dia com o fotógrafo Henderson em Puerto Madero. O pôr do sol ainda contribuiu para que nossas fotos ficassem ainda mais lindas.

Para fechar a viagem, jantamos no restaurante La Brigada. Atendimento excelente, carne deliciosa e um Malbec perfeito. Pagamos $ 3.500 pesos argentinos.

Voltamos para o airbnb, arrumamos as malas. Nosso voo era 8 horas da manhã da segunda-feira. Fizemos muitos passeios nestes três dias, mas ainda ficou muito por fazer. Por isso, queremos retornar para explorar a cidade. 

Informações importantes:

  • Quando fomos? Em fevereiro de 2020.
  • Temperatura: pegamos todos as estações do ano no período. Calor insuportável com sensação de 38 graus, muita umidade e muito sol. Como choveu no dia seguinte, a temperatura estava bem agradável no último dia, na casa dos 25 graus.
  • Cotação: como moramos no Chile, preferimos fazer o câmbio em Santiago mesmo. Estava bem favorável. Com 1 peso chileno compramos 12 pesos argentinos.
  • Os pagamentos em dinheiro sempre tem desconto. Cartões de crédito e débito são pouco utilizados. Dólar é bem aceito. 
  • Para brasileiros, é melhor fazer o câmbio em Buenos Aires.
  • Um erro: senti falta de contratar um city tour para o primeiro dia do Centro Histórico. Na minha opinião, aprendemos muito e aproveita mais o dia com um guia. 
  • Utilizamos táxi para todos os deslocamentos e não  tivemos nenhum problema. Com as orientações que a Sthephanie nos passou na assessoria, tudo funcionou muito bem. Uber não é regulamentado na cidade e Cabify funciona. Táxi é muito barato em Buenos Aires.
  • Recomendo os serviços dos brasileiros Sthephanie do @ondasbuenas e do fotógrafo @hendersonmoret. O trabalho deles fez a diferença na nossa viagem. Que venha a próxima!

Texto revisado por Bárbara Mussili, criadora do blog Refúgio Ameno

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