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Como levar dinheiro para o Chile: Wise, Real ou Peso? Dicas 2026

Como levar dinheiro para o Chile: Wise, Real ou Peso? Dicas 2026
Índice

1. Dinheiro em espécie - vale a pena levar?

2. Cartões Multimoedas (Wise, Nomad, C6 e BS2)

3. Envio de dinheiro pela Western Union

4. Cartão de Crédito Internacional – vale usar na viagem ao Chile?

5. Como fazer as contas e decidir se vale levar real, dólar ou peso chileno

6. Você sabe o que é IVA?

Como eu recomendo levar dinheiro para o Chile

Seguro viagem para o Chile

A forma de levar dinheiro para viajar está mudando.

Antes, as pessoas costumavam levar uma grande quantia em espécie para pagar hospedagem, alimentação, passeios e compras. Hoje, por praticidade e segurança, não é mais assim.

Pagar tudo em dinheiro pode não ser tão simples: além de ser arriscado andar com muito dinheiro, é preciso saber bem a conversão de cabeça na hora de fazer o câmbio. 

Muita gente me pergunta qual a melhor forma de levar dinheiro para o Chile e poder aproveitar sem preocupação a viagem. Por isso, escrevi este post para tirar dúvidas!

Leia a seguir e se prepare melhor para a sua viagem.

1. Dinheiro em espécie – vale a pena levar?

Nos últimos meses, a cotação do real tem variado entre CLP 160 e 185 pesos chilenos. É importante lembrar que, durante a temporada de neve (junho a setembro), a cotação costuma ser menos favorável, e o peso chileno fica mais valorizado. A partir de outubro, normalmente o valor volta a subir e pode chegar a CLP 185 por real.
Em outras palavras: com R$ 1 você compra cerca de 180 pesos chilenos.
E a minha dica, baseada em anos morando aqui e ajudando viajantes, é simples — faça o câmbio em Santiago do Chile, e não no Brasil.

Na hora de trocar o dinheiro, observe sempre o valor de compra (que indica quanto a casa paga pelo real). Quanto mais alto esse valor, melhor para você.
A cotação aqui no Chile quase sempre é mais vantajosa que no Brasil, além de ser bem prática: não cobram taxas extras e nem exigem documento.
Em Santiago, praticamente todas as casas de câmbio aceitam reais sem burocracia.

A desvantagem de levar tudo em dinheiro vivo é a falta de segurança — por isso, leve apenas o necessário e distribua os valores em diferentes lugares da mala ou bolsa.

Câmbio no aeroporto de Santiago

O aeroporto é o pior lugar para trocar dinheiro.
Se for realmente necessário, troque apenas o mínimo para cobrir os primeiros gastos (como transfer, água, lanche ou transporte até o hotel).
Enquanto em Santiago você pode encontrar CLP 170 por real, no aeroporto a cotação pode cair para CLP 130, além de cobrarem uma taxa fixa de US$ 1 por operação.
A vantagem é que as casas de câmbio do aeroporto funcionam 24 horas por dia, o que pode ser útil em chegadas noturnas.

Câmbio no centro de Santiago

É a área com maior concentração de casas de câmbio, principalmente na Calle Agustinas, próxima à estação de metrô Universidad de Chile, ao lado do Palácio La Moneda e do Paseo Bandera.
Por haver várias casas lado a lado, há concorrência direta, o que normalmente melhora as taxas — mas nem sempre.

Dica importante: o centro de Santiago já não é tão seguro como antes, então fique atento aos seus pertences.

Horários:

  • Segunda a sexta: 9h às 19h
  • Sábado: 10h às 16h
  • Domingo: fechado

Câmbio em Providencia

Em Providencia, a maioria das casas de câmbio está na Calle Pedro de Valdivia, próximo à estação de metrô de mesmo nome.
Em alguns dias, a cotação por aqui pode estar até melhor que no centro, então se estiver hospedado nessa região, não vale a pena se deslocar apenas para trocar dinheiro.

Horários:

  • Segunda a sexta: 9h às 18h30
  • Sábado: 10h às 14h
  • Domingo: fechado

Câmbio em Las Condes

Quem se hospeda em Las Condes também encontra boas opções, especialmente na Rua El Bosque, quase esquina com Apoquindo. Na rua San Sebastian, quase esquina com a El Bosque tem a More Exchange, onde seguidores tem uma cotação melhor (veja o vídeo abaixo).
Além disso, há uma loja da Afex dentro do Shopping Apumanque, perto da estação de metrô Manquehue.

Horários:

  • Segunda a sexta: 9h às 18h30
  • Sábado: 9h às 14h
  • Domingo: fechado

Câmbio nos shoppings

Os shoppings costumam ter cotações mais baixas, mas são uma boa alternativa para quem precisa trocar dinheiro à noite ou aos fins de semana.
Você encontra casas de câmbio no Shopping Costanera Center e no Parque Arauco.

Horário: todos os dias, das 10h às 20h.

Dica extra: há também caixas automáticos da More Exchange nos shoppings Costanera Center, Alto Las Condes, Portal La Dehesa e Parque Arauco, onde é possível realizar transações com praticidade.

Leia também: Melhores lugares para fazer câmbio em Santiago do Chile.

Como fazer a conversão de dinheiro: real para peso chileno

Já que estamos falando de dinheiro e câmbio, já anota a dica para fazer a conversão de real para pesos chilenos.

Como exemplo, vamos considerar que R$1 esteja valendo aproximadamente CLP $170.

Isso significa que, com R$1, você consegue comprar CLP $170 e com R$1.000 você compra CLP$170.000. Para fazer as contas, pegue o valor em pesos chilenos e divida por 170. Sei que são muitos zeros, mas não se esqueça de colocar todos!

2. Cartões Multimoedas (Wise, Nomad, C6 e BS2)

Você sabia que existem formas bem mais vantajosas do que levar dinheiro em espécie ou fazer câmbio tradicional para viajar ao Chile? Uma delas é usar os cartões multimoedas, como Wise, Nomad, C6 e BS2, que funcionam como contas internacionais e facilitam muito a vida de quem viaja.

Esses cartões permitem ter uma conta digital global, onde você pode converter o seu dinheiro para peso chileno, dólar americano ou outras moedas, pagando menos IOF e evitando taxas abusivas. Veja algumas das vantagens que eu considero realmente úteis nas contas da Wise e da Nomad:

  1. Conta gratuita, sem anuidade nem taxa de manutenção;
  2. IOF reduzido em comparação com o cartão de crédito comum;
  3. Permite converter para peso chileno e fazer compras no Chile diretamente na moeda local;
  4. Aceita pagamentos por Apple Pay e Google Pay com o cartão virtual Wise;
  5. Permite saques em caixas eletrônicos (RedBanc) em todo o Chile;
  6. Evita o uso de casas de câmbio e o manuseio de grandes quantias em espécie;
  7. Dá mais segurança e praticidade durante a viagem.

Dica: mesmo assim, eu sempre recomendo trazer um pouco de dinheiro em espécie (real ou dólar) para pequenos gastos ao chegar no país, até fazer o câmbio em Santiago.

Os cartões multimoedas são uma versão moderna dos antigos “travel money”, mas com muito mais vantagens. Hoje, eles funcionam como cartões internacionais físicos ou virtuais, e as compras são feitas na moeda do país (ou convertidas do dólar), sem taxa de ativação e sem anuidade.

O IOF é cobrado apenas quando você adiciona dinheiro à conta — e o melhor é que você pode converter aos poucos, aproveitando o momento mais favorável do câmbio.

A principal vantagem é a segurança. Você não precisa carregar grandes quantias em espécie, e ainda pode aproveitar uma cotação melhor do que nas casas de câmbio ou no cartão de crédito tradicional.

Para saber mais sobre como abrir sua conta e usar cada um deles:
Saiba mais sobre a Nomad
Saiba mais sobre a Wise

3. Envio de dinheiro pela Western Union

Outra alternativa prática é o envio de dinheiro pela Western Union, que pode ser uma boa opção em situações emergenciais ou para quem prefere não viajar com muito dinheiro em espécie.

No Chile, existem mais de 100 pontos de atendimento da Western Union, o que facilita bastante na hora de retirar o valor enviado. O processo é simples: você só precisa apresentar o seu documento de identificação e o código da transferência para sacar o dinheiro.

O envio pode ser feito diretamente do Brasil, tanto em agências físicas quanto pelo aplicativo ou site da Western Union, e o valor fica disponível em poucos minutos. Claro que é importante ficar atento às taxas de envio e à cotação utilizada, que variam conforme o método de pagamento escolhido.

Eu, particularmente, nunca usei esse serviço, mas conheço viajantes que já utilizaram e acharam prático, principalmente em casos de urgência.

4. Cartão de Crédito Internacional – vale usar na viagem ao Chile?

Muita gente já está acostumada a levar o cartão de crédito para a viagem: para pagar hotéis, restaurantes, lojas e passeios no Chile. E sim — o cartão pode (e costuma) funcionar bem, mas é importante estar ciente de taxas, limites e preparar-se com antecedência.

O que você precisa confirmar antes de usar

  • Verifique se seu cartão está habilitado para uso internacional e desbloqueado para compras no exterior.
  • Peça ao banco ou emissor para liberar a função internacional ou avisar sobre a viagem — isso evita bloqueios por segurança.
  • Leve também algum dinheiro em espécie (pesos chilenos) para pequenos gastos — taxi, água, lanche — pois nem sempre é possível usar cartão (em mercados locais, feiras ou lugares mais remotos).

Quais são as taxas atuais que impactam

  • O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras no exterior com cartão de crédito brasileiro está em 3,5% sobre o valor da transação, conforme as regras vigentes em 2025.
  • Além disso, o seu banco emissor pode cobrar um spread cambial ou tarifa de conversão, o que significa que a cotação usada pode ser menos favorável que a do dólar comercial.
  • No caso de saques em caixas eletrônicos (ATM) no Chile, as taxas cobradas pelas máquinas variam bastante — segundo fontes, entre CLP 5.000 e CLP 9.000 por saque (dependendo do banco/ATM) para cartões estrangeiros.

Minha opinião — vale usar ou não?

Sim, o cartão de crédito vale como parte do seu plano de viagem. Ele é prático, seguríssimo (comparado a andar com muito dinheiro em espécie) e funciona em grandes estabelecimentos no Chile. Mas não acho que seja a única opção — ou “a” opção — sem riscos.

Por exemplo, se você for usar o cartão, descubra antes: qual spread seu banco aplica, se há tarifa fixa por saque, qual o valor máximo que pode sacar por dia no ATM, etc. E tenha sempre um “plano B” — dinheiro em espécie ou um cartão multimoedas (como já sugerimos antes) — para os momentos em que cartão não funcionar ou for cobrada taxa altíssima.

Hoje em dia, as chamadas contas globais ou cartões multimoedas podem ter spreads bem menores, na faixa de aproximadamente 0,6% a 2,3% (além do IOF de 3,50%), o que faz uma diferença significativa no bolso — especialmente se comparado com os spreads de ~5%-6% aplicados por muitos bancos tradicionais.

Por fim: prepare-se, use cartão quando for vantajoso, mas não dependa só dele. E claro, sempre conferindo os valores da sua fatura e cotação no fechamento da compra — porque essas pequenas taxas e variações entram no seu orçamento de viagem.

5. Como fazer as contas e decidir se vale levar real, dólar ou peso chileno

Essa é uma dúvida que recebo todos os dias! E a verdade é que depende muito da cotação do momento. Para facilitar, fiz um exemplo simples com o câmbio médio atual — 1 real valendo 170 pesos chilenos (cotação de outubro de 2025).

Exemplo prático:

Imagina que você quer ter CLP 340.000 para usar durante a viagem.
Se a cotação está 1 real = 170 pesos, é só dividir:

CLP 340.000 ÷ 170 = R$ 2.000

Ou seja, com R$ 2.000 você teria cerca de 340 mil pesos chilenos.

Agora, se você decidir levar em dólar, o caminho é um pouco mais longo.
Primeiro você troca reais por dólares no Brasil e depois, dólares por pesos no Chile. Nesse processo, você paga duas conversões e geralmente duas taxas de spread, o que pode acabar saindo mais caro.

Por exemplo:

  • R$ 2.000 = cerca de US$ 340 (considerando US$ 1 = R$ 5,90)
  • E se US$ 1 = CLP 930, então US$ 340 = CLP 316.000

Percebe? Só na diferença de câmbio você já perderia quase CLP 24.000, além das taxas.

Dica da Rosi: eu costumo recomendar trazer real e fazer o câmbio aqui em Santiago, onde a cotação é melhor e você evita pagar taxas extras. A diferença geralmente não é grande, e você ainda pode escolher a melhor casa de câmbio conforme o dia.

Aqui eu explico como fazer as contas.

6. Você sabe o que é IVA?

IVA é a sigla para Impuesto al Valor Agregado, que incide sobre a comercialização de bens e serviços. Isso quer dizer que, assim como ocorre no Brasil, você paga um percentual para o governo de tudo que compra aqui: comida, bebida, passeios, hospedagem.

O valor é de 19% e, você, turista, pode ficar isento desse imposto na hora de pagar a sua hospedagem. A minha dica é: antes de reservar o seu hotel, pergunte ou pesquise no site qual é a política para a isenção do IVA, já que cada hotel determina suas próprias regras.

Leia este post para entender melhor sobre o IVA no Chile.

Com essas informações você já pode escolher a melhor forma de levar dinheiro e pagar tudo na sua viagem para o Chile!

Como eu recomendo levar dinheiro para o Chile

Na minha experiência, a forma mais prática e segura é combinar diferentes métodos de pagamento. Minha recomendação é:

  1. A maior parte do dinheiro no cartão multimoedas, como Wise ou Nomad, já com o câmbio feito. Assim você consegue acompanhar a cotação e aproveitar os momentos em que o câmbio estiver melhor.
  2. Um pouco de dinheiro em espécie para trocar diretamente no Chile, útil para pequenas despesas, táxi ou lanches e até para comprar o cartão do metrô de Santiago.
  3. Um cartão internacional tradicional do banco, desbloqueado para uso no exterior, como segurança extra para emergências ou compras maiores.

Dessa forma, você garante praticidade, segurança e consegue aproveitar o câmbio da melhor maneira possível durante a viagem.

Seguro viagem para o Chile

Apesar de não ser obrigatório, contratar um seguro viagem é muito importante para ter uma cobertura para atendimento médico e hospitalar aqui no Chile. Por menos de R$100,00 você contrata um seguro utilizando o cupom NOSNOCHILE você vai ganhar até 35% de desconto.

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Rosi Guimarães

Relações Públicas e criadora do Nós no Chile, projeto que nasceu em 2014 quando deixamos Belo Horizonte para viver em Santiago. Desde então, transformei minha paixão por viagens e vinhos em uma marca que inspira milhares de brasileiros a conhecer o Chile. Já visitei quase 100 vinícolas e compartilho dicas práticas e atualizadas sobre hospedagem, gastronomia, vinhos, neve e roteiros pelo país, sempre com a experiência de quem vive aqui há mais de uma década.

Serviços turísticos

Opções completas de serviços turísticos para facilitar sua experiência de viagem com qualidade e conforto.

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